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Samsung vende todo o HBM de 2027 e alerta que celular pode ficar mais caro

Por Redação TecStudio
3 min
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Samsung Store Toronto Eaton Centre
Foto: Rowanlovescars / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

A Samsung já vendeu cada chip de memória de alto desempenho que vai produzir em 2027. E avisa: a conta pode chegar no bolso de quem só quer um celular novo.

195,3 trilhões de won

Receita trimestral recorde da Samsung no 3º tri de 2026

Fonte: Samsung

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Durante a teleconferência de resultados do terceiro trimestre de 2026, a empresa revelou que toda a capacidade de HBM (high-bandwidth memory, a memória usada em data centers de IA) para o ano que vem está contratada. E a escassez não tem previsão de acabar tão cedo: as condições de oferta apertada podem se estender por 2028.

A notícia não é exatamente nova, a própria Samsung já tinha alertado que a falta de memória ia durar até 2028. O que muda agora é o tamanho do estrago: o HBM para 2027 já era, e os reflexos podem atingir outros produtos.

Dez clientes levaram 70% da produção de HBM da Samsung

A Samsung fechou contratos de longo prazo com dez grandes clientes. Juntos, esses acordos consomem entre 60% e 70% de toda a capacidade de produção da empresa. E a demanda por esse tipo de contrato não vem mais só dos gigantes de nuvem (os hyperscalers): empresas de mobile, automotivo e redes também estão correndo para garantir suprimento.

O resultado financeiro do período explica por que a Samsung está priorizando esse mercado. A companhia registrou receita trimestral recorde de 195,3 trilhões de won (cerca de R$ 784 bilhões) e lucro operacional de 107,4 trilhões de won (cerca de R$ 431 bilhões), puxados pela divisão de semicondutores. HBM, DRAM e SSDs foram os carros-chefe.

HBM4E chega em 2027, mas produzir está ficando mais difícil

A Samsung planeja iniciar a produção em massa do HBM4E, a próxima geração da memória de alto desempenho, no primeiro semestre de 2027, com aceleração da produção na segunda metade do ano. Mas existe um problema estrutural: as novas gerações de HBM exigem chips (dies) maiores e mais camadas de processo de fabricação. Como a produção está migrando da DRAM convencional para o HBM, sobra menos capacidade para os chips de memória que vão parar em PCs e celulares.

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Clientes com contratos de longo prazo de HBM

Fonte: Samsung

Além do HBM, a Samsung está expandindo o portfólio de armazenamento focado em IA, com SSDs empresariais PCIe Gen6 e SSDs QLC de alta densidade.

O que isso significa para celulares e PCs

É aqui que a história esbarra em quem não liga para IA. Com menos DRAM disponível no mercado e componentes mais caros, fabricantes de PCs e smartphones podem ter que repassar o aumento de custo para o consumidor final. Na prática, celulares e notebooks podem ficar mais caros, ou vir com menos memória pelo mesmo preço.

A Samsung está aumentando os investimentos em produção de semicondutores, mas a própria empresa admite que gastar mais dinheiro não vai resolver o aperto rapidamente. Com a demanda por IA continuando a crescer, 2027 deve ser mais um ano de oferta apertada em memória.

Valores em reais convertidos pela cotação de fechamento do Banco Central de 29/10/2026 (₩ 100 = R$ 0,40). Conversão direta, sem impostos nem taxas de importação.

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Fonte: SammyGuru

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