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Airbus mantém meta de 870 aeronaves em 2026 com pedidos e lucro em alta

Por Redação TecStudio
5 min
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Airbus A330neo F-WTTN 45
Foto: New York-air / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

A Airbus divulgou nesta quinta-feira (29) os resultados dos primeiros nove meses de 2026, e o cenário é de aceleração. A fabricante europeia registrou receita consolidada de €50,6 bilhões (cerca de R$ 304 bilhões), alta de 7% na comparação com o mesmo período de 2025, e entregou 547 aeronaves comerciais. O destaque, porém, fica com os pedidos: foram 1.174 novos aviões encomendados, mais que o dobro dos 610 do ano passado.

1.174

pedidos brutos de aeronaves nos primeiros nove meses de 2026

Fonte: Airbus

Biman Bangladesh A350 A321
A350 da Airbus, um dos modelos que alavancaram os pedidos da fabricante no período. Imagem: Aerospace Global News
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Com a demanda aquecida em todas as frentes (aviação comercial, helicópteros, defesa e espaço), a empresa manteve a meta de entregar 870 aeronaves até o fim de 2026 e projeta um 2027 ainda mais acelerado na linha de produção.

Pedidos de aviões mais que dobram

O volume de encomendas foi o grande destaque do período. A Airbus registrou 1.174 pedidos brutos de aeronaves comerciais entre janeiro e setembro, contra 610 um ano antes. Descontados os cancelamentos, os pedidos líquidos somaram 1.105, mais que o dobro dos 514 registrados em 2025.

O backlog, a carteira de pedidos ainda a entregar, chegou a 9.310 aeronaves ao fim de setembro, o que garante à fabricante anos de produção contratada.

Fora da aviação comercial, a Airbus Helicopters fechou 311 pedidos líquidos (ante 306), com backlog de 1.122 helicópteros. Já a divisão Airbus Defence and Space viu a captação de pedidos saltar de €6,8 bilhões (cerca de R$ 40,8 bilhões) para €11,5 bilhões (cerca de R$ 69 bilhões).

Entregas e receita aceleram

No acumulado do ano, a Airbus entregou 547 aeronaves comerciais, ante 507 no mesmo período de 2025. O mix incluiu 68 A220, 428 jatos da família A320, 13 A330 e 38 A350.

A receita da divisão comercial subiu 8%, para €36,7 bilhões (cerca de R$ 220 bilhões), impulsionada pelo maior volume de entregas e pelos serviços. O resultado foi parcialmente pressionado pelo dólar mais fraco, mas a turbina não parou de girar.

A divisão de helicópteros entregou 226 unidades (contra 218), com receita estável em €5,6 bilhões (cerca de R$ 33,6 bilhões) (cerca de R$ 33,6 bilhões). Já a Airbus Defence and Space faturou €9,3 bilhões (cerca de R$ 55,8 bilhões) (cerca de R$ 55,8 bilhões), alta de 5%, puxada pelo aumento de volumes em todas as unidades de negócio.

Lucro líquido sobe 36%

O lucro líquido consolidado da Airbus atingiu €3,59 bilhões (cerca de R$ 21,5 bilhões) nos nove meses, alta de 36% na comparação anual. O lucro por ação foi a €4,54 (cerca de R$ 27,24), contra €3,34 (cerca de R$ 20,04).

O EBIT ajustado, indicador que mede o desempenho operacional da companhia, subiu 8%, para €4,5 bilhões (cerca de R$ 27 bilhões). Na aviação comercial, o indicador foi a €3,36 bilhões (cerca de R$ 20,2 bilhões) (ante €3,27 bilhões (cerca de R$ 19,6 bilhões)), com as entregas maiores compensando o aumento dos gastos em pesquisa e desenvolvimento, que somaram €2,33 bilhões (cerca de R$ 14 bilhões).

A divisão Airbus Defence and Space foi a que mais melhorou: o EBIT ajustado saltou de €420 milhões (cerca de R$ 2,5 bilhões) para €672 milhões (cerca de R$ 4 bilhões), reflexo de volumes maiores e maior rentabilidade nas operações.

Produção acelera: 75 A320 por mês até 2027

A Airbus segue com os planos de acelerar a produção. Para a família A320, a meta é chegar a um ritmo de 70 a 75 aeronaves por mês até o fim de 2027, estabilizando em 75 mensais depois disso. O A220 deve atingir 13 unidades por mês em 2028. Já o A350 mira 12 por mês também em 2028, enquanto o A330 chega a 5 mensais em 2029.

Airbus A320neo production line at Alabama
Linha de produção do A320neo, onde a Airbus acelera o ritmo de fabricação. Imagem: Aerospace Global News
Airbus A320neo production line
Linha de montagem do A320neo: a meta é chegar a 75 aeronaves por mês até o fim de 2027. Imagem: Aerospace Global News

O CEO Guillaume Faury afirmou que os resultados mostram a trajetória de aceleração da produção civil e militar da companhia, sustentada pela forte demanda em todo o portfólio. Ele destacou a prioridade em entregas e qualidade diante dos desafios geopolíticos e operacionais.

Airbus mantém meta de 870 entregas no ano

Apesar do cenário global ainda complexo, a Airbus manteve a guidance para 2026. A meta é entregar aproximadamente 870 aeronaves comerciais até dezembro, com EBIT ajustado de cerca de €7,5 bilhões (cerca de R$ 45 bilhões) (cerca de R$ 45 bilhões) e fluxo de caixa livre antes de financiamento de clientes de aproximadamente €4,5 bilhões (cerca de R$ 27 bilhões) (cerca de R$ 27 bilhões).

A orientação considera os impactos das tarifas atualmente aplicáveis e não inclui fusões e aquisições. A empresa afirmou que a projeção depende da ausência de novas interrupções no comércio global, na economia, no tráfego aéreo, nas cadeias de suprimentos e nas operações internas.

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Com a carteira de pedidos robusta e a produção ganhando ritmo, a Airbus caminha para fechar 2026 com o maior volume de entregas desde antes da pandemia e com combustível de sobra para os anos seguintes.

Valores em reais convertidos pela cotação de fechamento do Banco Central de 29/10/2026 (€ 1 = R$ 6,00). Conversão direta, sem impostos nem taxas de importação.

Fonte: Aerospace Global News

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