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Boeing prevê demanda de quase 3 mil cargueiros com tráfego aéreo de carga dobrando até 2045

Por Redação TecStudio
3 min
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Foto: Rafael Luiz Canossa / Wikimedia Commons (CC BY-SA 2.0)

O tráfego aéreo de carga no mundo vai dobrar até 2045, e, para dar conta dessa enxurrada de entregas, o setor vai precisar de quase 3 mil novos cargueiros. Quem diz isso é a Boeing, que soltou nesta quarta-feira (28) a edição 2026 do seu World Air Cargo Forecast, no Air Cargo Forum da The International Air Cargo Association, em Miami.

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Na prática, o mercado está se preparando para uma transformação que envolve desde a explosão do comércio eletrônico até o transporte de hardware de inteligência artificial. A previsão é de que a frota global de aeronaves exclusivas para carga saia dos 2.395 aviões registrados em 2025 para 4.010 em 2045, um salto de 67%.

2.930 cargueiros em duas décadas: crescimento e reposição

O relatório da Boeing projeta a necessidade de 2.930 entregas de cargueiros entre novos e convertidos ao longo dos próximos 20 anos. Desse total, 55% servirão para expandir a frota, enquanto os outros 45% vão substituir aeronaves que estão saindo de operação.

Duas em cada três dessas entregas devem vir de aeronaves convertidas jatos de passageiros viram cargueiros. O mercado atual de conversão envolve modelos como o Boeing 737-800, o Airbus A321, o Boeing 767 e o Airbus A330. Já os cargueiros saídos direto de fábrica incluem opções como o Boeing 777F cuja produção, aliás, está paralisada há quase dois meses por uma disputa com fornecedor , além do futuro Boeing 777-8F e do Airbus A350F, que ainda não estrearam.

O que está turbinando a demanda por carga aérea

A Boeing aponta três grandes motores para o crescimento do setor nos próximos 20 anos: a expansão das compras online, a mudança na localização de fábricas pelo mundo e o embarque de produtos de alta tecnologia, especialmente hardware ligado à inteligência artificial.

2.930

cargueiros que o mercado vai demandar até 2045

Fonte: Boeing

O peso da IA já aparece nos números. Segundo dados da IATA citados pela Boeing, mais de 70% dos bens relacionados à inteligência artificial foram transportados por via aérea em 2025. E esse tipo de carga entra num mercado que historicamente já dependia de aviões para levar produtos perecíveis, equipamentos caros e qualquer item que precise chegar rápido ao destino.

“A adaptabilidade e a velocidade do transporte aéreo são vantagens estratégicas que permitem transporte confiável, rerroteamento dinâmico e suporte crítico para cadeias de suprimentos em evolução”, afirmou Darren Hulst, vice-presidente de marketing comercial da Boeing. “Com as mudanças nos padrões do comércio global e o crescimento da demanda por bens de alto valor urgentes, os cargueiros dedicados continuarão sendo essenciais.”

Ásia na liderança e o avanço das entregas expressas

As rotas que servem a Ásia devem puxar o crescimento e responder por cerca de 60% de todo o mercado mundial de carga aérea. A Boeing diz que as companhias aéreas estão redesenhando suas rotas à medida que a produção industrial migra entre países e que interrupções geopolíticas forçam o desvio de cargas.

Os cargueiros dedicados devem continuar carregando mais da metade do tráfego aéreo global medida em toneladas-quilômetro de carga , algo em torno de 55%, com o restante viajando nos porões de aeronaves de passageiros. Mas as operadoras de entregas expressas estão ganhando espaço: a Boeing projeta que empresas com serviços urgentes e com hora marcada transportarão quase 25% de toda a carga aérea em 2045.

O levantamento da Boeing reforça que as mercadorias transportadas por via aérea representam menos de 1% do volume global de comércio, mas cerca de um terço do valor. O outlook chega depois da previsão da Airbus, divulgada em outubro, que apontou a América do Norte como a maior fonte de demanda por cargueiros nos próximos 20 anos.

📲 O mercado de carga aérea está mudando de rota com a IA e o e-commerce. Para acompanhar esses movimentos de perto, entra no Canal do TS no WhatsApp.

Fonte: AeroTime

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