TransMedics equipa frota de 22 jatos Embraer com internet para monitorar órgãos em voo
Frota de 22 jatos Embraer Phenom 300E da TransMedics ganha internet via satélite Gogo Galileo HDX para monitorar órgãos em tempo real durante o transporte.

Vinte e dois jatos executivos da Embraer vão ganhar uma missão que vai muito além de levar executivos de um lado para o outro: transportar órgãos para transplante com monitoramento em tempo real durante todo o voo.
Resumo
- A TransMedics está instalando o Gogo Galileo HDX nos 22 jatos Embraer Phenom 300E da frota
- O sistema permite monitorar órgãos em tempo real durante todo o voo com o Organ Care System
- A conectividade usa a rede de satélites de órbita baixa (LEO) da Eutelsat OneWeb
- A previsão é que toda a frota americana esteja equipada até 2027
- A empresa planeja estender a conectividade para a frota europeia em 2028
A TransMedics, empresa americana especializada em tecnologia e logística de transplante de órgãos, escolheu o sistema de conectividade Gogo Galileo HDX para equipar toda a sua frota de jatos Embraer Phenom 300E. O objetivo é manter os órgãos sendo monitorados continuamente pelo Organ Care System (OCS) da própria TransMedics enquanto estão no ar, sem perder o sinal nem por um minuto.
A instalação já começou, e a meta é que todos os 22 aviões estejam equipados até 2027.
Conectividade que faz diferença entre a vida e a morte
Diferente de um voo comercial, onde a internet a bordo é um conforto a mais, aqui a conexão é parte central da operação. Cada órgão transportado dentro do sistema OCS da TransMedics precisa de monitoramento clínico constante: temperatura, perfusão, batimento e outros sinais vitais do órgão são transmitidos em tempo real para a equipe médica em solo.
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Jatos Embraer Phenom 300E na frota da TransMedics
Fonte: TransMedics
“Cada voo que operamos carrega o potencial de salvar uma vida, o que torna essencial a visibilidade contínua e em tempo real do status de cada órgão durante o transporte”, afirmou Andre Costa, vice-presidente de Logística Global da TransMedics, em comunicado à imprensa. “Selecionamos o Gogo Galileo não só pela conectividade confiável e de alto desempenho que essas missões críticas exigem, mas também pela cibersegurança, redundância do sistema e monitoramento ativo que a Gogo oferece.”
A frota de Phenom 300E e o plano para a Europa
O Embraer Phenom 300E é o jato executivo mais vendido do mundo há vários anos, e a TransMedics opera 22 unidades do modelo. A escolha pelo avião da fabricante brasileira não é por acaso: a combinação de alcance, velocidade e capacidade de pousar em pistas curtas faz dele uma ferramenta versátil para missões de transporte médico que exigem agilidade.
Com o Gogo Galileo HDX, cada aeronave passa a ter acesso à rede de satélites de órbita baixa (LEO) da Eutelsat OneWeb, que promete latência baixa e banda larga estável mesmo em altitudes de cruzeiro. A Gogo é a fornecedora do sistema e a responsável pela instalação e pelo suporte.
A TransMedics já planeja o próximo passo: levar a mesma conectividade para a frota europeia em 2028. “Até meados de 2027, o Gogo Galileo estará operando em toda a nossa frota, o que torna a TransMedics a primeira e única empresa de transplante de órgãos a alcançar esse marco”, disse Costa.
O que o Galileo HDX entrega de diferente
A conectividade via satélites LEO é a grande virada. A rede de satélites de órbita baixa (LEO) da Eutelsat OneWeb oferece latência reduzida e conexão estável para aplicações que não podem ter interrupção, diferentemente dos satélites geoestacionários tradicionais.
“A aviação executiva apoia muito mais do que viagens corporativas: ela viabiliza missões críticas das quais as comunidades dependem todos os dias”, disse Chris Moore, CEO da Gogo. “A TransMedics é um exemplo poderoso disso. Quando você está transportando órgãos de doadores, conectividade não é uma conveniência; é parte da missão.”
A Gogo, que já é conhecida no mercado de aviação executiva por seus sistemas de entretenimento e conectividade a bordo, afirma que o Galileo HDX também oferece camadas extras de segurança cibernética e redundância de rede, dois requisitos fundamentais para uma operação que lida com dados médicos sensíveis e não pode correr riscos de falha de comunicação durante um transplante.
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Fonte: AeroTime
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