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Macronix deixa de fabricar chips para cartuchos do Nintendo Switch

Por Redação TecStudio
2 min
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Nintendo Switch 2

A fabricação dos cartuchos do Nintendo Switch está prestes a perder um de seus principais fornecedores. A Macronix, empresa taiwanesa de semicondutores, anunciou que vai encerrar gradualmente a produção de memória ROM a tecnologia usada nos cartuchos do console e redirecionar seus esforços para o mercado de data centers.

39%

queda na receita de ROM da Macronix no 3º tri de 2026

Fonte: Macronix / Taipei Times

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O movimento foi revelado durante a teleconferência de resultados do terceiro trimestre de 2026 da companhia, segundo o Taipei Times. E os números explicam a decisão: o negócio de ROM da Macronix encolheu 39% na comparação com o mesmo período do ano passado, enquanto a receita com memória NOR flash disparou 158% e a de NAND saltou impressionantes 768%.

Data center engoliu o negócio de ROM

A virada da Macronix reflete o apetite insaciável da indústria de inteligência artificial por chips de memória. O chairman e CEO da empresa, Miin Wu, afirmou durante a teleconferência que “a demanda por NOR usada em data centers está muito robusta. Os clientes estão nos pressionando por mais capacidade, exigindo que entreguemos mais soluções de NOR flash para data centers”. A companhia também indicou que espera novos aumentos nos preços dos chips.

Na prática, a ROM usada nos cartuchos do Switch simplesmente não consegue competir com a margem e o volume que o mercado de infraestrutura para IA oferece no momento. A Macronix está longe de ser a primeira a fazer essa dança: há quase um ano, a Micron fechou a Crucial, sua marca de RAM e SSD para consumidores, para virar a chave para data centers.

O que muda para os cartuchos do Switch

A notícia soa alarmante para quem ainda prefere a mídia física, mas a Nintendo não deu sinais de que vai recuar. A empresa afirmou recentemente que “não tem planos” de abandonar os jogos físicos, e os números mostram por quê. Em agosto, a Nintendo revelou que os títulos físicos representavam 38,5% de suas vendas de jogos, uma fatia bem maior que a de concorrentes como a Capcom.

A perda da Macronix como fornecedora não significa o fim dos cartuchos de uma hora para outra. A empresa disse que a saída da produção de ROM será gradual, e a Nintendo pode buscar outros fabricantes de memória para suprir a demanda enquanto o Switch seguir vivo no mercado. O risco real está no longo prazo: à medida que mais fornecedores migrarem para data centers, pode ficar mais caro e mais escasso produzir cartuchos físicos para consoles.

Enquanto isso, a Sony já anunciou um plano para encerrar a produção de discos físicos de jogos a partir de janeiro de 2028. A direção da indústria parece clara, mas a Nintendo segue remar contra a maré.

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Fonte: The Verge

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