Tela touch no MacBook pode ser ímã de digitais e perder precisão do trackpad
Apple pode lançar MacBook com tela touch, mas será que você precisa? Três motivos mostram que o trackpad mágico da Apple já resolve tudo e a tela sensível ao toque pode trazer mais problemas que vantagens.

A Apple está prestes a anunciar o primeiro MacBook com tela touchscreen, segundo Mark Gurman. O rumor, que circula desde o início do mês, coloca a empresa de Cupertino em uma rota que Steve Jobs rejeitava – e que muitos usuários do MacBook questionam. Será que o touchscreen MacBook é mesmo uma boa ideia? Quem já usa um MacBook há algum tempo sabe que o trackpad da Apple é uma das peças de hardware mais precisas do mercado. E, para quem não sente falta de um touchscreen, há três razões que fazem pensar duas vezes antes de celebrar a novidade.
Resumo
- Tela touchscreen no MacBook atrai digitais e exige limpeza constante.
- Trackpad da Apple já realiza todas as funções do toque sem sujar a tela.
- Toque na tela perde precisão para ícones pequenos, ao contrário do cursor.
- Experiência com Microsoft Surface mostra problemas que a Apple pode repetir.
1. Tela touchscreen vira ímã de digitais
Quem já teve um MacBook na cor meia-noite sabe do que estou falando: a carcaça escura é um verdadeiro ímã de digitais. Na loja, bastava encostar o dedo na tampa para deixar uma marca. No meu caso, com um MacBook na cor Starlight (mais clara), as digitais até aparecem, mas disfarçam melhor. Mesmo com capa protetora, de tempos em tempos preciso limpar a tela – que acumula manchas por causa de poeira e do uso do dia a dia.
Agora imagina uma tela que você toca o tempo inteiro. As marcas de dedo vêm de fábrica. E com o uso prolongado, o efeito só piora. Para quem valoriza a tela limpa para ler, ver vídeos ou editar fotos, um touchscreen pode ser um pesadelo estético.
2. O trackpad da Apple já faz tudo que o toque faria
A Apple chama o trackpad de “Magic Trackpad” e, por uma vez, o nome não é exagero. Quem usa o MacBook no dia a dia dificilmente precisa de um mouse para nada – a não ser que tenha dores no punho. O scroll natural, o pinch-to-zoom, o Force Click em qualquer ponto e o gesto com três dedos para trocar de aplicativos fazem o trackpad substituir quase toda interação que você teria em um tablet ou smartphone. Até assinar documentos digitais sai direto do trackpad, sem drama.
O que é Force Click? recurso do trackpad da Apple que detecta a pressão do toque para acionar funções extras, como pré-visualizar links.
O segredo é que o trackpad consegue simular o toque sem exigir que você levante o braço para tocar na tela – o famoso “gorilla arm” que cansa o ombro. E, com a precisão de um cursor, você clica em ícones pequenos sem errar.
3. Precisão que se perde com o toque
Eu tive um Microsoft Surface no fim dos anos 2000 – presente do meu pai, que adorava novidades. Obrigado, pai, mas eu odiava o Surface. O teclado e o trackpad eram ruins, e a precisão do toque para tarefas sérias era um desastre. Minha tela vivia cheia de marcas de dedo. Esses mesmos problemas que eu achava que tinham ficado no passado a Apple quer ressuscitar, agora com um MacBook.
O MacOS é um sistema desenhado para precisão. Os ícones ao redor da tela são pequenos para caber mais informações. Com um cursor, você acerta na mosca. Com o dedo, vai errar o alvo várias vezes. Para rolar páginas, o dedo funciona. Para clicar em um botão minúsculo de configuração? Só na terceira tentativa. E Steven Sinofsky, ex-presidente do Windows na Microsoft, lembrou que até os puristas criticaram a mesma ideia quando a Microsoft tentou – e a Apple agora quer repetir.
No fim das contas, um MacBook touchscreen pode ser um recurso legal para quem usa o laptop como tablet de vez em quando. Mas para a maioria dos usuários do MacBook, o trackpad já é a ferramenta certa. E as três razões acima mostram que, antes de se empolgar com a novidade, vale pensar se ela realmente resolve um problema que existe.
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Por enquanto, meu MacBook com trackpad e tela limpa continua sendo a melhor escolha. E você, trocaria?
Fonte: ZDNET
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