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Tesla corta memória do chip do robô Optimus para não travar a produção

Por Redação TecStudio
3 min
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Foto: Ulkl / Wikimedia Commons (Public domain)

A Tesla reduziu em um terço a memória do chip que vai comandar o robô Optimus. A decisão, segundo Elon Musk, foi o único jeito de não travar a produção do humanoide em meio a uma escassez global de DRAM puxada pelos servidores de inteligência artificial. A Samsung, que fabrica os chips da Tesla, está no centro dessa história.

216 GB para 144 GB

Redução de memória do chip AI6 do Optimus

Fonte: Inews24 / Tesla

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O corte atinge os dois processadores da linha. No AI6, o mais potente, a capacidade de LPDDR6 caiu de 216 GB para 144 GB. No AI5, que usa LPDDR5, foi de 144 GB para 96 GB. Os números foram publicados pelo site sul-coreano Inews24 e confirmados pelo próprio Musk.

O bilionário anunciou a mudança no X em outubro. “Esse foi o único jeito de conseguir volume suficiente para a produção do Optimus e reduzir muito o custo”, escreveu.

O corte que não muda o desempenho do Optimus

A pergunta que fica é se o robô vai perder performance com menos memória. Para Musk, não. Em sua postagem no X, ele disse que “largura de banda de memória é um fator limitante maior do que o armazenamento total de memória”. A Tesla manteve a largura de banda original dos chips, então o fluxo de dados entre o processador e a memória continua o mesmo.

Na prática, o Optimus tem mais memória do que precisa para a maioria das tarefas em um único ciclo. O gargalo real é quão rápido ele consegue acessar esses dados. Menos capacidade com a mesma velocidade não deve afetar o funcionamento do robô.

Por que a Tesla teve que cortar a memória

O motivo é a demanda explosiva por memória de baixo consumo nos data centers de IA. O LPDDR é o mesmo tipo de memória usado em celulares e tablets, mas os servidores de inteligência artificial estão migrando para ele porque consome menos energia e gera menos calor.

A Samsung, por exemplo, desenvolveu o SOCAMM2, um módulo de servidor baseado em LPDDR5X. Como produtos para servidor dão mais lucro, as fabricantes de memória estão priorizando esse mercado. O resultado é que fabricantes de robôs como a Tesla estão com dificuldade para garantir suprimento a tempo.

O mercado de DRAM sente o peso dessa demanda. Só no terceiro trimestre, o setor faturou quase US$ 200 bilhões (cerca de R$ 1,1 trilhão) em receita, segundo dados citados pelo Inews24. A Samsung lidera com 38% de participação.

A parceria que não mudou com o corte

A redução na memória não mexe no acordo industrial entre Tesla e Samsung. No ano passado, as duas empresas fecharam um contrato de US$ 16,5 bilhões (cerca de R$ 90,4 bilhões) para a sul-coreana fabricar os chips AI6. A Samsung também produz parte dos AI5. A fábrica da empresa em Taylor já começou a fazer protótipos dos AI5 usando a litografia de 2 nm.

O corte de memória é uma decisão de projeto da Tesla. A capacidade de DRAM é definida por quem monta o chip, não por quem fabrica o silício. O contrato com a Samsung cobre a produção dos processadores em si e não foi alterado.

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A produção em volume do Optimus ainda não tem data oficial, mas a Tesla está ajustando o projeto para viabilizar a escala. O corte de memória é um desses ajustes. Se vai funcionar como Musk espera, o mercado vai ver quando os primeiros robôs saírem da linha de montagem.

Valores em reais convertidos pela cotação de fechamento do Banco Central de 04/11/2026 (US$ 1 = R$ 5,48). Conversão direta, sem impostos nem taxas de importação.

Fonte: SammyGuru

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