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Microsoft muda função do Pluton em chips AMD e Qualcomm de 2026 sem explicar motivo

Microsoft mudou silenciosamente a função do Pluton como TPM em PCs com chips AMD e Qualcomm de 2026. Agora o TPM 2.0 virá do próprio chipmaker, não mais do Pluton.

Por Rockweew
6 min
Windows 11

A Microsoft fez uma mudança silenciosa em um documento técnico e, sem dar explicações, alterou a forma como o TPM 2.0 funciona nos PCs com chips AMD e Qualcomm a partir de 2026. O Pluton, processador de segurança criado pela própria Microsoft, deixou de ser o responsável pelo TPM nesses dispositivos. Quem assume essa função agora é o firmware TPM (fTPM) do próprio fabricante do chip ou um chip TPM separado.

Resumo

  • Microsoft atualizou documentação do Pluton e tirou dele a função de TPM em chips AMD e Qualcomm de 2026
  • O TPM 2.0 agora será fornecido pelo firmware TPM do chipmaker (fTPM) ou chip separado
  • Isso muda quem corrige falhas de segurança: antes era via Windows Update, agora depende de BIOS do fabricante do PC
  • Pluton continua nos chips para outras funções de segurança; PCs antigos não são afetados
  • Microsoft não explicou o motivo da mudança nem listou quais chips são 'silício de 2026'
Microsoft Pluton
Captura da documentação da Microsoft com a nota sobre a mudança do Pluton como TPM em chips AMD e Qualcomm de 2026. Imagem: Windows Latest
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A alteração está numa nota de rodapé da documentação do Pluton como TPM, atualizada pela última vez em 16 de setembro de 2026. A descoberta foi publicada pelo Windows Latest. Na prática, o Windows 11 continua exigindo TPM 2.0, e isso não muda. O que muda é quem corrige uma falha de segurança quando ela aparece.

O que diz o documento atualizado da Microsoft

O trecho adicionado ao material da Microsoft é direto: “A partir dos silícios de 2026, o Microsoft Pluton não serve mais como TPM nas plataformas AMD e Qualcomm. Nessas plataformas, assim como na Intel, a funcionalidade TPM 2.0 é fornecida pelo firmware TPM (fTPM) do fornecedor ou por um TPM discreto.”

Alguns relatos trataram a mudança como se fosse válida também para a Intel, mas o documento só nomeia AMD e Qualcomm para a alteração, justamente as duas fabricantes que, até então, usavam o Pluton como TPM. A Intel, em chips como os Core Ultra 200V e Core Ultra Series 3, já utiliza o próprio firmware TPM, chamado Platform Trust Technology (PTT), ou um chip discreto na maioria dos PCs. Ou seja, para a Intel, o documento apenas descreve o que já acontecia.

A Microsoft não explicou por que fez a mudança e nem listou quais chips se enquadram na categoria “silício de 2026”. Os laptops com Snapdragon X2, por exemplo, foram anunciados na CES 2026, mas a Qualcomm revelou os chips em setembro de 2025. A ironia é que a página principal do Pluton, atualizada em maio, ainda afirma que o componente “é projetado para fornecer a funcionalidade do Trusted Platform Module (TPM)”.

O que é o TPM e por que a troca de quem o fornece importa

O TPM (Trusted Platform Module) é um módulo de segurança que guarda as chaves criptográficas do seu PC. Quando o BitLocker criptografa o disco ou o Windows Hello faz login com PIN ou reconhecimento facial, são essas chaves que ficam protegidas dentro do TPM. A ideia é que, mesmo que um malware infecte o sistema, ele não consiga copiar as chaves. O TPM também verifica se ninguém adulterou o processo de inicialização antes de o Windows destravar o disco.

TPM information in a Windows 11 PC
Tela do comando tpm.msc no Windows 11, que mostra qual TPM o PC está usando. Imagem: Windows Latest

O Windows 11 exige TPM 2.0. A própria Microsoft chamou isso de “padrão inegociável” no final de 2024. E o TPM 2.0 pode vir de três formas: um chip separado na placa-mãe (discreto), um módulo integrado ao pacote do processador, ou um firmware TPM (fTPM) que roda num ambiente de execução confiável dentro do processador.

A Microsoft diz que “usa qualquer TPM compatível da mesma forma” e que “não toma partido sobre qual implementação deve ser usada”. Mas a empresa também admite que “há variações nas propriedades de segurança de diferentes implementações de TPM”.

O problema é que o Pluton recebia atualizações de firmware via Windows Update. Um fTPM, por outro lado, depende de atualizações de BIOS fornecidas pelo fabricante do PC. Se a fabricante demora a liberar uma correção, o computador pode ficar vulnerável por mais tempo. Em agosto, por exemplo, a AMD divulgou duas falhas de alta gravidade no código de referência do TPM 2.0 que afetam seus TPMs de firmware, e orientou os usuários a procurar o fabricante do PC pelo update de BIOS.

Além disso, o fTPM da AMD já deu problemas antes: em 2022, causou travamentos aleatórios em PCs com Ryzen, resolvidos só com BIOS atualizado. Em 2023, pesquisadores da TU Berlin quebraram o fTPM da AMD em processadores Zen 2 e Zen 3 com cerca de US$ 200 (cerca de R$ 1.100) em equipamento e algumas horas de acesso físico à máquina.

Pluton não desaparece, mas perdeu a função mais útil para o usuário

A Microsoft garante que o Pluton continua nos chips AMD, Intel e Qualcomm. “O processador de segurança Pluton continuará presente e com suporte em dispositivos Windows atuais e futuros para prover um ambiente de segurança isolado por hardware para o Windows”, afirma a empresa.

Pluton runs on the processor, and Windows can load newer Pluton firmware at startup.
Diagrama da Microsoft mostra o Pluton rodando no processador e carregando firmware atualizado na inicialização. Imagem: Windows Latest

Os PCs que já usam o Pluton como TPM (fabricados com silício de 2025 ou anterior) não são afetados. “Dispositivos construídos com silício AMD e Qualcomm de 2025 ou anterior que são enviados com o Pluton configurado como TPM permanecem totalmente atendidos e com suporte”, diz a nota da Microsoft.

O ponto principal do Pluton sempre foi a capacidade de receber atualizações de firmware via Windows Update, algo que um fTPM não faz, já que depende do fabricante do PC liberar uma atualização de BIOS. Com a mudança, a Microsoft tirou de si mesma a responsabilidade de corrigir o TPM em novos PCs com AMD e Qualcomm e jogou para os fabricantes de chip e de laptop. Para quem está comprando um notebook com chip AMD ou Snapdragon de 2026, a dica é: vale descobrir com que frequência a fabricante libera atualizações de BIOS.

Valores em reais convertidos pela cotação de fechamento do Banco Central de 26/10/2026 (US$ 1 = R$ 5,50). Conversão direta, sem impostos nem taxas de importação.

O que é TPM (Trusted Platform Module)? Módulo de segurança que guarda as chaves criptográficas do PC, usado pelo BitLocker, Windows Hello e verificação de integridade da inicialização do sistema.

Perguntas frequentes

Meu PC atual vai ser afetado pela mudança?

Não. A mudança vale apenas para PCs com chips AMD e Qualcomm de 2026 em diante. Dispositivos de 2025 ou anteriores que usam Pluton como TPM continuam tendo suporte normal.

O Windows 11 vai parar de exigir TPM 2.0?

Não. O requisito continua valendo. A mudança é apenas sobre quem fornece o TPM: antes era o Pluton, agora é o fTPM do fabricante do chip ou um chip TPM separado.

O que muda na prática para quem comprar um PC novo com chip AMD ou Snapdragon de 2026?

BitLocker e Windows Hello continuam funcionando normalmente. A diferença é que correções de segurança do TPM agora dependem de BIOS update do fabricante do laptop, não mais de atualização via Windows Update.

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Fonte: Windows Latest

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Escrito por

Rockweew

Vivi a era Habbo, Orkut e afins... claramente a melhor fase pop da internet. Aqui tento noticiar o diverso mundo mobile, mas não se surpreenda se eu publicar algo sobre música, entretenimento e tecnologia em geral.