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Instagram tenta empurrar vídeos longos, mas criadores reagem: cadê o pagamento?

Por Redação TecStudio
3 min
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Instagram
Pile of 3D Instagram Logos

O Instagram quer que você passe 90 minutos vendo vídeos na horizontal direto da smart TV. O problema é que quem faz o conteúdo não vê a cor do dinheiro. O teste do formato Features, que permite vídeos de até 90 minutos, foi anunciado no começo da semana. Mas, conforme os detalhes vão aparecendo, a insatisfação dos criadores só cresce.

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Em entrevista a um podcast, o chefão do Instagram, Adam Mosseri, foi direto: incluir anúncios antes ou no meio dos vídeos longos pode estragar a experiência de quem assiste. E, sem esse modelo de receita, criar conteúdo de fôlego no Instagram segue sendo um negócio arriscado para quem vive disso.

Por que o Instagram não paga como o YouTube

Em uma conversa com Samir Chaudry e Colin Rosenblum (via The Verge), Mosseri explicou que a Meta não pretende adotar o modelo de divisão de receita publicitária do YouTube tão cedo. Segundo ele, inserir anúncios pre-roll ou mid-roll comprometeria a experiência no aplicativo. Em vez disso, o Instagram aposta que os criadores consigam se manter com patrocínios de marca, apoio de fãs e pagamentos diretos da plataforma.

O problema é que, em 2024, a Meta já tinha desativado o sistema de compartilhamento de receita de anúncios do Facebook, trocando por bônus de desempenho que pagam bem menos. Ou seja, a empresa já vem reduzindo o que paga a criadores, não aumentando.

Do ponto de vista de quem produz conteúdo de longa duração, a conta não fecha. Produzir um vídeo de 90 minutos exige equipamento caro, edição e horas de trabalho. Alcance orgânico, por si só, não banca nada disso.

Criadores reagem: “quase nenhum benefício financeiro”

A reação não demorou. Nos posts de Mosseri no Threads, criadores como Sidney Raskind foram diretos: produzir vídeos longos exige receita confiável de anúncios para se manter. O revisor de tecnologia M. Brandon Lee complementou: postar vídeos longos na horizontal no Instagram oferece “quase nenhum benefício financeiro” comparado ao YouTube.

A queixa tem endereço certo. O YouTube paga aos criadores uma fatia da receita de anúncios por visualização. O Instagram, até agora, oferece só visibilidade. Para quem vive de criar conteúdo, a escolha entre as duas plataformas é simples.

O conteúdo vira combustível de IA

Há outro ponto que os criadores enxergam com desconfiança. Enquanto o Meta não paga pelos vídeos longos, todo o material enviado pode ser usado para treinar os modelos de inteligência artificial da empresa. O Google também usa os uploads do YouTube para treinar IA, mas, ao menos, divide a receita com quem produziu.

No modelo do Instagram, o criador entrega o conteúdo, o público consome e a Meta ganha dados de treinamento. O retorno para quem produziu? Alcance. E só.

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O teste do Features está rolando com um grupo pequeno de criadores nos Estados Unidos e no Brasil. A ideia é que os vídeos em landscape (formato paisagem) alimentem os aplicativos de smart TV do Instagram e ocupem a sala de estar. Enquanto a Meta não apresentar um plano real de pagamento, porém, os melhores vídeos longos devem continuar onde sempre estiveram: no YouTube.

Perguntas frequentes

O que é o Features do Instagram?

É um formato de vídeos de até 90 minutos na horizontal que o Instagram está testando, voltado para consumo na sala de estar, em formato paisagem.

O Instagram vai pagar criadores pelos vídeos longos?

Por enquanto, não. A Meta não tem um plano de divisão de receita de anúncios como o YouTube. Adam Mosseri disse que inserir anúncios nos vídeos pode prejudicar a experiência.

O teste do Features está disponível no Brasil?

Sim. O teste está sendo feito com um pequeno grupo de criadores nos Estados Unidos e no Brasil.

A Meta usa os vídeos para treinar IA?

Sim. O conteúdo enviado pode ser usado para treinar modelos de inteligência artificial da empresa, assim como o Google faz com o YouTube, mas o YouTube divide a receita com os criadores.

Fonte: Android Headlines

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