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Apple diz que custo de memória vai continuar subindo e não descarta novos aumentos

Por Redação TecStudio
3 min
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iPhone dobrável
Imagem: Reprodução

Quem está de olho num iPhone, Mac ou iPad novo pode ter que preparar o bolso de novo. Em sua primeira teleconferência de resultados como CEO da Apple, John Ternus afirmou que os custos de memória continuarão subindo pelo menos até o fim do ano e além, e a empresa não descarta novos aumentos de preço.

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O cenário, segundo Ternus, é “sem precedentes”. A declaração foi dada durante o earnings call do trimestre encerrado em setembro, conforme repercutiu o Android Headlines.

CEO chama alta de “sem precedentes” e dezembro deve ser pior

John Ternus disse que os custos de memória já subiram no trimestre de setembro (o quarto fiscal da Apple), mas o trimestre de dezembro será ainda mais pesado, e os preços devem continuar em alta depois disso. “Os custos de memória subiram no trimestre de setembro, o trimestre de dezembro será pior, e os preços continuarão subindo depois disso”, afirmou o CEO, segundo a publicação.

Para tentar segurar o impacto, a Apple usou memória que havia estocado a preços mais baixos e negociou valores menores em outros componentes. A estratégia ajudou a aliviar o baque, mas tem prazo de validade: o próprio Ternus reconheceu que o benefício de comprar memória adiantado vai encolher com o tempo.

Estoques dobram e margem bruta encolhe

Os números mostram como a Apple está levando a situação a sério. O estoque da empresa mais que dobrou em relação ao ano anterior, chegando a US$ 14,5 bilhões (cerca de R$ 79,7 bilhões), o que sugere que a Apple está comprando memória antes que os preços subam de novo. As obrigações de compra na fabricação também saltaram US$ 33 bilhões (cerca de R$ 181 bilhões) entre junho e setembro.

14,5

Estoque da Apple em bilhões de dólares

Fonte: Apple

Mesmo assim, a margem bruta da Apple deve cair de 47,9% no trimestre de setembro para algo entre 45% e 46% no trimestre de dezembro. O motivo, segundo a empresa, é principalmente o custo da memória, com alguma contribuição dos gastos com a inteligência artificial da Siri. A Apple também avisou que a oferta de Macs e iPads deve ficar apertada neste trimestre por causa da escassez de memória.

O que isso significa para o consumidor

A Apple já havia reajustado preços de iPads, Macs e iPhones em junho e setembro deste ano. Só no Brasil, o MacBook Neo para estudantes subiu pela segunda vez em 2026, e os valores de trade-in de iPads e Macs também foram reajustados.

Quando um analista perguntou se novos aumentos de preço podem acontecer, o COO Sabih Khan não respondeu diretamente. O CFO Kevan Parekh disse que a Apple fez os reajustes anteriores “com relutância” e está tentando equilibrar considerações de curto e longo prazo. A expectativa é que, se a Apple subir preços de novo, Macs e iPads sejam os primeiros a sentir o impacto, já que são as linhas com oferta mais apertada no momento.

O movimento da Apple está alinhado com o que se vê no resto da indústria. A Samsung já disse que a oferta de memória deve continuar apertada até 2028, e o Galaxy S27, previsto para o ano que vem, já é cotado para custar mais caro.

Valores em reais convertidos pela cotação de fechamento do Banco Central de 03/11/2026 (US$ 1 = R$ 5,49). Conversão direta, sem impostos nem taxas de importação.

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Fonte: Android Headlines

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