Apple reconstruiu a Siri com IA do Google Gemini: o que muda e os limites
Apple reconstruiu a Siri com IA do Google Gemini. A nova assistente entende contexto na tela, cria imagens e terá limites diários de uso. Beta chega no mês que vem.

A Apple colocou no ar a nova Siri com inteligência artificial, e a grande novidade é que ela foi reconstruída com base em modelos do Google Gemini. A empresa não está usando os modelos do Google diretamente nos dispositivos, mas sim versões destiladas que rodam localmente, dentro de uma arquitetura que a Apple chama de Apple Foundation Models.
Na prática, isso significa que a assistente ganhou um salto de capacidade. Ela agora entende o que está na tela, acessa informações pessoais com contexto e consegue manter conversas naturais de ida e volta. Mas tem um porém: o uso diário terá limites, e o recurso extra vai depender de uma assinatura do iCloud+.
Como a nova Siri AI funciona
A arquitetura é coordenada por um orquestrador que decide se a demanda pode ser processada no próprio aparelho ou precisa passar pelo Private Cloud Compute. A Apple afirma que a privacidade continua sendo o centro do projeto, com processamento local e um sistema que permite que especialistas externos verifiquem as credenciais de privacidade.
Os novos modelos estarão disponíveis apenas no iPhone Air, no iPhone 17 Pro e Pro Max, em iPads com chip M4 ou superior e em Macs com chip M3 ou superior. Dependendo da capacidade do dispositivo, os modelos podem gerar fala, fazer ditado de alta fidelidade e entender linguagem natural com mais precisão.
O que dá para fazer com a nova Siri
A Siri AI agora fica na Dynamic Island e pode ser ativada com um deslize para baixo. Dá para perguntar sobre um show, adicionar a data aos lembretes, identificar objetos na câmera e até dividir uma conta de restaurante com amigos pelo Apple Cash. No Mac, a assistente está integrada ao Spotlight e pode ser acionada com um clique com o botão direito em qualquer janela ou item.
No Safari, as abas se organizam sozinhas em tópicos, e o navegador pode monitorar uma página e avisar quando algo específico aparecer. Dá até para descrever uma extensão em linguagem natural e o Safari cria ela automaticamente. O app Casa também ganhou inteligência: ele agrupa notificações relacionadas em uma única atividade e usa IA para analisar clipes de câmeras compatíveis, gerando descrições do que aconteceu.
No Image Playground, os novos modelos suportam criação de imagens fotorrealistas. É possível modificar fotos, mudar estilo, ajustar dimensões, adicionar ou remover itens com comandos de texto. A função Extend adiciona elementos que combinam com o contexto da imagem, e o Spatial Reframing permite corrigir o enquadramento depois da foto tirada.

Limites de uso e disponibilidade
A Siri AI entra em beta público no mês que vem, e a versão geral chega junto com o novo sistema operacional. A Apple confirmou que haverá restrições diárias de uso, e quem quiser mais acesso vai precisar de uma assinatura do iCloud+. A novidade não estará disponível na China e na União Europeia por enquanto.
Para quem já está testando as novidades, a Apple liberou a primeira beta do iOS 27 para desenvolvedores, que já traz a nova Siri com IA, melhorias de design e privacidade. O sistema também inclui um equalizador personalizado e sincronia cardíaca nos AirPods, como mostramos no iOS 27 que libera equalizador personalizado e sincronia cardíaca nos AirPods. No iPad, o iPadOS 27 beta 1 já está no ar com Siri AI e Liquid Glass.
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A Apple prometeu mais detalhes sobre os limites de uso e os preços do iCloud+ nas próximas semanas. O que já está claro é que a Siri finalmente deixou de ser a prima pobre dos assistentes de IA, mas o modelo de assinatura pode gerar polêmica entre os usuários mais antigos da marca.
Fonte: Wccftech


