OpenAI fecha parceria com instituto polonês de segurança e encontra 6 falhas em roteadores
OpenAI firmou acordo de pesquisa com o instituto polonês NASK. O braço de resposta a incidentes do país já usou a IA da empresa para encontrar 6 vulnerabilidades…

A OpenAI acabou de oficializar uma parceria com o NASK, instituto de pesquisa do governo polonês, para investigar a segurança de modelos de inteligência artificial. E a prova de que o negócio funciona veio antes mesmo da caneta no papel: o braço de resposta a incidentes do país usou a IA da empresa para encontrar seis vulnerabilidades em roteadores, todas já corrigidas.
Resumo
- OpenAI firmou acordo de pesquisa com o NASK, instituto polonês de segurança digital
- Antes do acordo, CERT Polska usou modelos da OpenAI para encontrar 6 falhas no MikroTik RouterOS
- Vulnerabilidades incluíam brechas que permitiam controle total sem autenticação
- MikroTik já liberou correções e o CERT confirmou que os patches funcionam
- Parceria prevê cooperação em avaliação de riscos, testes e resposta a incidentes
O acordo dá ao AI Safety Research Center do NASK (que também funciona como o Polish Artificial Intelligence Safety Institute, ou AISI) acesso aos modelos de fronteira da OpenAI e aos processos de teste usados internamente pela empresa. O objetivo é avaliar sistemas cada vez mais capazes, mapear brechas de segurança e reforçar as salvaguardas.
Seis falhas no MikroTik RouterOS encontradas com IA
O caso concreto aconteceu em julho, antes da assinatura do acordo. O CERT Polska, equipe de resposta a incidentes do NASK, ganhou acesso aos modelos da OpenAI por um canal batizado de Daybreak. Os analistas apontaram as IAs para o sistema operacional MikroTik RouterOS e encontraram seis vulnerabilidades, incluindo falhas que podiam ser combinadas para assumir o controle de dispositivos sem qualquer autenticação.
6
vulnerabilidades encontradas no MikroTik RouterOS
Fonte: CERT Polska / OpenAI
As brechas foram reportadas à MikroTik, que liberou correções para o RouterOS. O CERT Polska confirmou que os patches impediram os ataques que seus analistas haviam registrado contra equipamentos sem as atualizações. Na prática, o ciclo fechou: o modelo encontrou a falha, o fabricante corrigiu, e o instituto validou que o remendo funcionava contra o ataque original.
Esse looping de testes é exatamente o que a OpenAI quer repetir com institutos nacionais de segurança. A empresa lembra que muitos dos cientistas que lideram suas próprias pesquisas são poloneses, o país não é nenhum estranho na turma.
Pesquisa em salvaguardas para serviços públicos
O NASK aplica sua pesquisa de segurança à proteção de serviços públicos e ao ambiente digital do país. O centro também trabalha na detecção de conteúdo sintético gerado por IA e no rastreamento do uso malicioso desse material em diferentes idiomas, uma preocupação que ganha peso num país cuja comunicação pública não se limita a uma só língua.
Radosław Nielek, diretor do NASK, disse em comunicado que “a segurança de IA não pode ser alcançada isoladamente. É um esforço colaborativo, e só através da cooperação ativa entre institutos públicos de segurança em IA e desenvolvedores de fronteira podemos garantir que a IA se torne realmente confiável e segura para uso.”
Tom Duff Gordon, VP and Head of EMEA Policy at OpenAI, completou: “À medida que a IA se torna mais capaz, é vital que busquemos expertise além da nossa própria organização para desafiar nossas premissas, testar nossos sistemas e reforçar as salvaguardas.”
Padrões internacionais e colaboração entre institutos
A OpenAI já trabalha com o US Center for Advancing Standards and Innovation for Super Intelligence (CAISSI) e com o UK AI Security Institute (AISI). A empresa diz que essas parcerias já ajudaram a identificar e corrigir vulnerabilidades em agentes de IA.
Para institutos nacionais, a OpenAI define quatro áreas de atuação conjunta: avaliação de capacidades e riscos, teste de salvaguardas, relato de incidentes (para que países comparem evidências quando um risco cruza fronteiras) e pesquisa técnica compartilhada. A companhia também tem defendido a coordenação entre países para criar padrões técnicos internacionais para IA de fronteira, com base no trabalho dos institutos de segurança.
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Fonte: AI News
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