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Tesla passa Waymo em milhas de robotáxi em Austin e acelera para ultrapassar Uber e Lyft

Tesla ultrapassou a Waymo em milhas semanais de robotáxi em Austin. Com crescimento de 20% por semana, projeção indica liderança nacional em 11 semanas e volume…

Por Rockweew
6 min
Tesla Cybercab July 2025 (54693064262)
Foto: Steve Jurvetson / Wikimedia Commons (CC BY 4.0)

A Tesla acabou de passar a Waymo em Austin na disputa de quem roda mais quilômetros sem motorista. E a conta, se o ritmo atual se mantiver, fica interessante rápido: em cerca de 11 semanas a frota da Tesla já estaria na frente da líder do setor também em território nacional.

Resumo

  • Tesla fez 438 mil milhas sem motorista em Austin na semana até 18/10, acima das 406 mil da Waymo
  • Crescimento semanal de 20% desde setembro pode levar Tesla a passar Waymo nacionalmente em 11 semanas
  • Na semana 16, volume semanal chegaria a 10 milhões de milhas, mais que metade do Uber+Lyft em três cidades do Texas
  • Expansão depende de frota, recarga, zonas maiores em Dallas e Houston e nenhum incidente grave
  • Dados acumulados já começam a alimentar o debate sobre a necessidade do LiDAR em carros autônomos
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Os números estão no CleanTechnica, que cruzou dados públicos do Robotaxi Tracker e dos relatórios da própria Tesla. No fim de setembro, a empresa acumulava 250 mil milhas não supervisionadas. Na calls de resultados do terceiro trimestre, esse número já tinha pulado para 1,7 milhão. No mesmo dia, a Tesla corrigiu: já eram 3,3 milhões.

Isso dá um crescimento semanal de cerca de 20% na reta mais recente. O autor da análise, que se declara acionista da Tesla e da XPeng, resolveu levar a porcentagem a sério para ver onde a curva leva.

A Tesla já opera cerca de 950 veículos registrados como robotáxis (Cybercab e Model Y) no Texas e na Flórida, segundo dados do departamento de veículos do Texas.

438 mil milhas por semana: Tesla já roda mais que Waymo em Austin

Na semana encerrada em 18 de outubro, a Tesla registrou 438 mil milhas não supervisionadas em Austin. No mesmo período (dados do segundo trimestre de 2026, os mais recentes disponíveis), a Waymo fazia 406 mil por semana na cidade. A diferença é pequena e os períodos não são exatamente os mesmos, o próximo relatório da Waymo vai dar uma imagem mais precisa, mas o marco está aí.

Para comparação, a cidade de Austin tem cerca de 45 milhões de milhas rodadas por dia por veículos particulares. Os 438 mil da Tesla ainda são uma fração minúscula do total. Mas a direção da curva é o que chama a atenção.

Projeção: 11 semanas para passar a Waymo, 16 para alcançar Uber + Lyft

Se o crescimento semanal de 20% se sustentar, a conta do CleanTechnica mostra o seguinte:

Página de segurança de robotáxi no site da Tesla, que passou a exibir dados de milhas não supervisionadas.
Página de segurança de robotáxi no site da Tesla, que passou a exibir dados de milhas não supervisionadas. Imagem: CleanTechnica
  • Semana 11: Tesla ultrapassa a Waymo nacionalmente, que hoje roda cerca de 4 milhões de milhas semanais. A Waymo soma 271,3 milhões de milhas acumuladas até junho de 2026, mas seu crescimento recente desacelerou para 1,6% no segundo trimestre, bem longe dos 15% ou mais que entregava no início de 2025.
  • Semana 16: Tesla chega a cerca de 10 milhões de milhas semanais. Isso equivale a mais da metade do volume combinado de Uber e Lyft em Austin, Dallas e Houston, que gira entre 10 e 14 milhões de milhas por semana.

Nas três cidades, a soma de passageiros pagos transportados por Uber e Lyft é estimada entre 10 e 14 milhões de milhas semanais. Em Austin, especificamente, esse número fica entre 1,5 e 2,5 milhões. Tesla já faz 438 mil só lá.

O que pode fazer a conta dar errado

Sustentar 20% de crescimento semanal por 16 semanas seguidas não é trivial. A cada semana, o acréscimo em milhas tem que ser maior que o da anterior. Isso exige que a Tesla coloque mais veículos na rua ou aumente o uso de cada um, e ambos os fatores ficam mais difíceis conforme a frota cresce.

O que é LiDAR? Sensor a laser usado pela maioria dos carros autônomos para detectar obstáculos e mapear o ambiente ao redor do veículo. A Tesla opta por não usar o sensor, confiando apenas em câmeras e inteligência artificial.

Os entraves são concretos: a infraestrutura de recarga precisa acompanhar, a capacidade de manutenção tem que escalar e os reguladores locais precisam aprovar zonas de operação maiores. Um incidente grave que force uma pausa em qualquer uma das três cidades achata a curva na hora.

Além disso, as zonas de operação em Dallas e Houston hoje são bem menores que a de Austin. Dallas já soma 600 mil milhas acumuladas em uma zona de operação de cerca de 81 milhas quadradas. Houston é menor, com 25 milhas quadradas e 226 mil milhas acumuladas. Levar as duas ao tamanho de Austin envolve mapeamento, licenças e aceitação pública.

Do lado do preço, a conta de projeção parte do princípio de que a Tesla vai cobrar metade do valor de uma corrida de Uber. Se os custos de seguro, assistência remota ou limpeza vierem mais altos que o esperado, o corte no preço pode não se sustentar e a substituição de viagens de carro particular perde força.

LiDAR opcional? O volume de dados já começa a responder

Para além da briga de market share, a acumulação de milhas não supervisionadas já começa a responder a uma pergunta que divide o setor de carros autônomos: o LiDAR é mesmo necessário para operar com segurança superior à de humanos?

A Tesla aposta tudo em câmeras e inteligência artificial, sem LiDAR, ao contrário da Waymo e de praticamente todos os concorrentes. Se a taxa de incidentes da Tesla se mantiver baixa conforme a frota escala, isso fortalece o argumento de que software mais capaz compensa a ausência de sensores extras. Dados de segurança superiores aos da Waymo, se vierem, reforçariam ainda mais a tese.

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A Tesla projeta que a receita dos robotáxis se torne relevante a partir de 2027. O salto de 250 mil para 3,3 milhões de milhas em semanas é o sinal mais claro até agora de que o software passou uma barreira interna de qualidade nas cidades onde opera. Se o crescimento segurar o ritmo, a pergunta deixa de ser “se” a Tesla vai incomodar Waymo, Uber e Lyft, e passa a ser “quando”.

20%

Crescimento semanal das milhas de robotáxi da Tesla

Fonte: CleanTechnica com base em dados da Tesla

Fonte: CleanTechnica

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Rockweew

Escrito por

Rockweew

Vivi a era Habbo, Orkut e afins... claramente a melhor fase pop da internet. Aqui tento noticiar o diverso mundo mobile, mas não se surpreenda se eu publicar algo sobre música, entretenimento e tecnologia em geral.