Ex-Vice-presidente da Samsung pega 3 anos de prisão por vazar segredos da empresa
Justiça sul-coreana manteve a condenação de Ahn Seung-ho, ex-VP da Samsung, a 3 anos de prisão por vazar segredos comerciais da empresa. Saiba os detalhes do caso.

Um ex-vice-presidente da Samsung vai passar os próximos três anos atrás das grades. A corte de apelações da Coreia do Sul manteve a sentença de Ahn Seung-ho, que chefiou o centro de propriedade intelectual da gigante sul-coreana, por vazar dados confidenciais e usá-los contra a própria empresa num processo de patentes.
Resumo
- Ex-VP da Samsung Ahn Seung-ho teve pena de 3 anos mantida em apelação
- Ele usou relatório interno da Samsung em processo de patentes contra a própria empresa
- Outros dois envolvidos tiveram penas aumentadas no tribunal de apelações
- Ahn foi preso imediatamente no tribunal, o que não ocorreu no primeiro julgamento
O Seoul High Court, corte de apelações da Coreia do Sul, confirmou a pena de três anos de prisão para Ahn, que deixou o cargo de vice-presidente e chefe do IP Center da Samsung em 2019. Desta vez, porém, a corte ordenou a prisão imediata do executivo ainda no tribunal. No primeiro julgamento, a corte não o havia detido por entender que não havia risco de destruição de provas.
Como o ex-executivo usou dados da Samsung contra a própria Samsung
Depois de sair da empresa, Ahn fundou a Synergy IP, uma gestora de patentes do tipo NPE (Non-Practicing Entity). Em novembro de 2021, ele entrou com um processo contra a Samsung acusando a empresa de violar patentes, mas em nome da Tekiya, uma fabricante americana de equipamentos de áudio.
O problema é que, para embasar a ação, Ahn usou um relatório interno da Samsung chamado Tekiya Status Report. O documento continha informações confidenciais da companhia e foi obtido de forma irregular por um ex-funcionário do IP Center que ainda tinha acesso ao sistema. Um tribunal nos Estados Unidos considerou que Ahn usou o material de forma indevida e arquivou a ação de patentes da Tekiya, que depois retirou o recurso após um acordo com a Samsung.
Na Coreia, a corte entendeu que o ex-VP violou o Unfair Competition Prevention Act, a lei de proteção contra a concorrência desleal, ao vazar os segredos comerciais. Segundo a sentença, Ahn sabia que o funcionário tinha acessado o relatório por uma falha no sistema, sem ter permissão para isso, e planejou usar o documento para conseguir uma posição favorável nas negociações contra a Samsung.
Outros envolvidos tiveram penas aumentadas
O tribunal de apelações também endureceu as sentenças de duas outras pessoas ligadas ao caso. O ex-funcionário do IP Center que passou o relatório confidencial para Ahn teve a pena elevada de dois para três anos de prisão. Já o chefe do Application Group da Samsung Display, que vazou informações internas para esse funcionário, viu a sentença subir de três para quatro anos.
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O caso expõe como a movimentação de executivos entre a Samsung e o mercado de patentes pode criar conflitos delicados, e, neste caso, com consequências criminais. Ahn, que um dia liderou a estratégia de patentes de uma das maiores empresas de tecnologia do mundo, agora cumpre pena justamente por ter usado esse conhecimento contra o antigo empregador.
3
anos de prisão
Fonte: Seoul High Court
Fonte: SammyGuru
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