TecStudio
- Publicidade -

Claude, da Anthropic, encontra falha crítica no Linux que dá acesso root remoto

Por Redação TecStudio
3 min
- Publicidade -
Claude Sonnet 4
Crédito: Shutterstock

O modelo de inteligência artificial Claude, ainda não lançado pela Anthropic, fez algo que vai muito além de gerar texto ou imagem. Ele encontrou uma falha crítica no kernel do Linux e, mais impressionante, montou um ataque funcional capaz de explorá-la. O resultado é uma vulnerabilidade com nota 9.8 em severidade e acesso root remoto como prêmio para quem usar a brecha.

9,8

Nota de gravidade da vulnerabilidade CVE-2026-98432

Fonte: CVE

- Publicidade -

A falha recebeu o código CVE-2026-98432 e atinge servidores Linux que usam Multipath TCP (MPTCP), um recurso que permite a uma máquina usar várias conexões de rede ao mesmo tempo (como Wi-Fi e dados móveis) numa mesma sessão. O ataque não exige que a vítima clique em nada, abra arquivo ou digite senha. Com a exploração bem-sucedida, o invasor pode executar comandos, alterar configurações, acessar arquivos e assumir o controle remoto da máquina no nível mais alto de privilégio: o root.

Um erro de memória que vira acesso total ao sistema

O problema está no código de rede do kernel do Linux, mais precisamente num erro de gerenciamento de memória conhecido como “use-after-free”. Acontece assim: quando uma nova conexão de rede é estabelecida, o Linux passa algumas configurações para um soquete recém-criado. Só que outro núcleo da CPU pode estar usando as mesmas configurações para responder a uma requisição repetida. Se a primeira tarefa limpa esses dados cedo demais, a segunda lê uma área de memória que já foi liberada. É nessa brecha que o ataque entra.

A Anthropic demonstrou que a exploração do erro segue uma cadeia de passos: vazar memória do kernel, contornar o KASLR (uma proteção que esconde onde ficam as partes críticas do código do sistema), sequestrar o fluxo de controle do kernel e, por fim, executar um comando arbitrário no shell. O ataque de prova de conceito da empresa levou cerca de 53 minutos desde o primeiro vazamento de memória até o acesso root.

Versões afetadas e quem já corrigiu

Oito branches do kernel do Linux são afetados pela vulnerabilidade, com versões que remontam à 4.4. As correções já foram incorporadas nas versões 5.10.272, 5.15.223, 6.6.159, 6.1.190, 6.12.113, 6.18.56, 7.2.10 e 7.3-rc7. O problema é que os patches nem sempre chegam na mesma velocidade para todo mundo, já que muitos usuários recebem as atualizações do kernel por meio das distribuições Linux.

No momento da publicação, Debian, Oracle Linux, SUSE e Amazon Linux já disponibilizavam pacotes corrigidos para algumas de suas versões. Ubuntu e Red Hat Enterprise Linux ainda não haviam liberado as correções, segundo o relato original do CSO, que divulgou a descoberta.

📲 Essa história mostra que a segurança de sistemas inteiros pode depender do quão rápido os patches chegam. Para não perder nenhum desdobramento, entra no Canal do TS no WhatsApp.

Administradores de sistemas devem verificar a versão do kernel que estão rodando, instalar as atualizações assim que disponíveis e checar se os servidores têm ouvintes MPTCP ativos. A falha é grave, mas tem correção. O problema, como sempre, é o tempo até ela chegar em cada máquina.

Fonte: How-To Geek

- Publicidade -
Conta da redação do TecStudio. Assina as notícias produzidas com auxílio de um ou mais autores.