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Google recua de regra do Chrome 155 que quebrava extensões em empresas

Por Redação TecStudio
4 min
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Chrome

O Google colocou o pé no freio em uma mudança que o próprio Chrome 155 trouxe em outubro e que vinha dando dor de cabeça em administradores de rede e desenvolvedores. A empresa reverteu a restrição que impedia extensões baseadas na ferramenta de depuração (debugger) de funcionar em computadores corporativos com regras de segurança ativas. A correção já está sendo distribuída automaticamente.

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Google confirmou a reversão das restrições do Chrome 155 para extensões de depuração Imagem: PiunikaWeb
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A decisão foi confirmada em uma atualização no mesmo post oficial que anunciou a mudança, depois de uma enxurrada de reclamações de administradores de rede e profissionais que dependem de extensões para testar e automatizar sistemas no trabalho.

O que o Chrome 155 fez com as extensões

O Chrome 155, lançado em outubro, apertou o cerco nas extensões que usam o debugger uma ferramenta de acesso profundo que permite inspecionar páginas e rodar scripts. Muitos add-ons de teste, automação e integração interna dependem desse gancho para funcionar.

Antes da mudança, o administrador de TI conseguia bloquear uma extensão em sites internos sensíveis, como páginas de folha de pagamento ou sistemas financeiros, e deixá-la rodar normalmente no resto do navegador. O Chrome 155 trocou esse equilíbrio por um regime de tudo ou nada.

Se a empresa tivesse um único site bloqueado na lista de restrições ou desligasse a captura de tela para proteger dados sigilosos, o Chrome matava o debugger por completo. As extensões simplesmente paravam de funcionar e exibiam mensagens como “Host access is restricted by policy” ou “Screenshot capture is restricted by policy” em vez de só ficarem de fora da página restrita.

Por que o Google voltou atrás

A motivação do Google para endurecer as regras faz sentido. Extensões maliciosas estão em alta, e a própria empresa liberou ontem o Chrome 157 com 213 correções de segurança, 7 delas críticas. Uma extensão com acesso ao debugger pode enxergar e alterar tudo o que acontece na tela, o que justifica travas mais rígidas.

Perguntas frequentes

O que o Chrome 155 fez com as extensões?

Impediu que extensões que usam a ferramenta de depuração (debugger) funcionassem em empresas que tinham ao menos um site bloqueado na lista de restrições ou a captura de tela desativada.

Por que o Google recuou?

Porque a abordagem all-or-nothing quebrava ferramentas essenciais do dia a dia corporativo. A empresa admitiu que a regra "foi considerada desafiadora".

Preciso fazer alguma coisa para voltar ao normal?

Na maioria dos casos, só reiniciar o Chrome. O Google está aplicando a correção automaticamente pelo servidor.

E se a correção automática não chegar?

O administrador da rede pode forçar o comportamento anterior executando o Chrome com a flag: –disable-features=ExtensionDebuggerStrictPolicyRestrictions

O problema é que o mundo corporativo depende dessas ferramentas de depuração todos os dias e ao mesmo tempo precisa de regras de segurança em páginas confidenciais. Forçar as empresas a escolher entre bloquear uma página de folha de pagamento e quebrar as extensões dos times de desenvolvimento nunca funcionou na prática.

O Google admitiu, na atualização do comunicado, que a abordagem restritiva “foi considerada desafiadora” e decidiu suspender a aplicação da regra enquanto a equipe desenha uma solução mais flexível.

Como voltar ao normal

A correção está sendo aplicada pelo próprio Google, via servidor. Quem usa o Chrome e foi afetado pela trava só precisa reiniciar o navegador para que as extensões voltem a funcionar como antes.

Para ambientes corporativos que ainda não receberam a atualização automática, os administradores de TI podem forçar o comportamento antigo de imediato com a seguinte flag na linha de comando ao iniciar o Chrome:

--disable-features=ExtensionDebuggerStrictPolicyRestrictions

O recuo, no entanto, não significa que o Google desistiu de apertar o cerco. A recomendação da empresa para quem desenvolve extensões internas é migrar para ferramentas mais seguras e limitadas do navegador, já que a tentativa de restringir o debugger deve voltar em uma versão futura, com uma abordagem mais equilibrada.

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O Chrome 157, que chegou ontem, é um lembrete de que o Google está fechando o cerco em várias frentes. Para quem constrói extensões, o recuo de hoje é um respiro, mas o aviso está dado a próxima tentativa pode vir a qualquer momento.

Fonte: PiunikaWeb

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