Microsoft leva ferramenta Autoruns do Sysinternals para o Linux

Quem administra servidores ou desconfia que algo estranho está rodando na máquina ganhou duas boas notícias da Microsoft nesta semana. O kit Sysinternals, aquele canivete suíço de administradores de sistemas que existe desde os anos 1990, acaba de ganhar mais peças fora do Windows.
Depois de levar ferramentas como Sysmon, ProcDump e Process Monitor para o Linux, a Microsoft adicionou o Autoruns à lista de utilitários disponíveis na plataforma. Ao mesmo tempo, lançou o Process Explorer 1.0 para macOS, levando para o Mac um nível de detalhamento de processos que o Activity Monitor nativo não alcança.
O que o Autoruns faz no Linux
O Autoruns é uma ferramenta de diagnóstico que vasculha tudo o que é configurado para rodar automaticamente quando o sistema é iniciado ou quando um usuário faz login. Isso inclui serviços, drivers, tarefas agendadas e qualquer entrada nos scripts de inicialização. Para o administrador de sistemas, o ganho é prático: em vez de garimpar em meia dúzia de lugares diferentes para descobrir o que está sendo carregado na inicialização, o Autoruns entrega a lista completa num lugar só.
A utilidade vai além da organização. A ferramenta ajuda a identificar entradas indesejadas, investigar atividades suspeitas e limpar o que não deveria estar ali. Até hoje, usuários de Linux precisavam combinar utilitários como systemctl, journalctl e scripts manuais para chegar perto do mesmo resultado.
O lançamento, porém, não saiu sem um pequeno contratempo. Um comentarista no anúncio da Microsoft notou que o link de release no GitHub retornava erro 404. O endereço corrigido foi indicado nos comentários da própria publicação, e a ferramenta já está disponível para download.
Process Explorer 1.0 chega ao macOS
Do outro lado do ecossistema, o Process Explorer 1.0 para macOS oferece uma alternativa mais poderosa ao Activity Monitor nativo. A ferramenta exibe uma árvore de processos ao vivo, mostra propriedades detalhadas de cada processo, gráficos de desempenho e dá controles para gerenciar o que está rodando.
desde os anos 1990
Anos de existência do kit Sysinternals
Fonte: How-To Geek
Um diferencial importante é a inclusão de informações específicas para Apple Silicon. O utilitário mostra como os processos se comportam entre os núcleos de performance e de eficiência dos chips Apple Silicon, dado relevante para desenvolvedores e usuários avançados que querem entender o impacto de aplicativos pesados sem precisar recorrer a uma máquina Windows.
A versão para macOS já está disponível no repositório público da Microsoft no GitHub.
O resto da atualização do Sysinternals
As duas novidades principais vêm acompanhadas de uma leva de atualizações em outras ferramentas do kit. Para quem usa Linux, a Microsoft liberou versões com correções de bugs de ProcDump 3.6, Process Monitor 2.3, Sysmon 1.6 e SysinternalsEBPF 2.3.
No macOS, além do Process Explorer, chegam Listent 1.1 e ZoomIt 12.3.2. O ZoomIt ganhou suporte a ditado para legendas em capturas de tela, um recurso útil para quem faz demonstrações ou grava tutoriais.
O Windows também não ficou de fora. O Process Explorer 17.21 acelera a inicialização e adiciona exportação CSV ao diálogo de busca, além de atualizações menores para Process Monitor, PsExec e outros utilitários.
O Sysinternals foi criado por Mark Russinovich e Bryce Cogswell e adquirido pela Microsoft em 2006. Desde então, o kit cresceu e se tornou referência para diagnóstico de sistemas, agora, cada vez menos dependente de uma única plataforma.
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Fonte: How-To Geek
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