RTX Spark com CPU de 20 núcleos chega a 11% do M4 Max em multi-core no Geekbench 7
Vazamento do Geekbench 7 mostra RTX Spark com CPU de 20 núcleos a 11% do M4 Max no multi-core, mas 24,5% atrás no single-core. Veja os números.

A NVIDIA está chegando com tudo no mercado de laptops ARM, e um novo vazamento mostra que o RTX Spark está mais competitivo do que os primeiros testes sugeriam. Dois notebooks com o chip N1X apareceram no banco de dados do Geekbench 7, e a versão com CPU de 20 núcleos ficou a apenas 11% do M4 Max da Apple no desempenho multi-core. Não é uma vitória, mas é bem menos feio do que parecia antes.
Testes anteriores com o chip N1X no Geekbench 6 tinham deixado todo mundo de sobrancelha levantada: o processador não conseguia superar nem o M3 Max, lançado em 2023. Agora, com resultados mais frescos no Geekbench 7, o cenário melhorou. A pergunta que fica é: o suficiente para brigar de igual para igual com a Apple?
O que os números do Geekbench 7 mostram
Os dois modelos identificados no banco de dados do Geekbench 7 carregam 64 GB de memória unificada. O modelo com CPU de 20 núcleos, registrado como “OEMQAJ 766_MIS Product Name DV“, marcou 2.570 pontos no single-core e 23.126 no multi-core. Já a versão de 18 núcleos, listada como “OEMQAJ OEMQAJ Product“, ficou em 2.541 e 21.776, respectivamente.
Para efeito de comparação, o M4 Max com CPU de 14 núcleos registrou 3.404 no single-core e 25.957 no multi-core. Fazendo as contas, o RTX Spark de 20 núcleos fica 11% atrás no multi-core, uma diferença que dá para engolir. O problema mesmo está no single-core: a distância sobe para 24,5%, e aí a conversa muda de figura.
Entre as duas versões do RTX Spark, a diferença é menor. O modelo de 20 núcleos leva 1,14% de vantagem no single-core e 6,2% no multi-core em relação ao de 18 núcleos. É um ganho real, mas não é de virar o jogo.
Contexto importante: perfil de uso e condições do teste
Vale um alerta antes de tirar conclusões definitivas: os dois laptops foram testados no perfil de energia “Balanced”, não no modo de desempenho máximo. Isso significa que os números podem melhorar quando o hardware rodar sem restrições de consumo. Os resultados são um retrato do uso cotidiano, não do teto do chip.
O RTX Spark é fruto da parceria entre NVIDIA e MediaTek, que viabilizou o desenvolvimento do SoC N1X. O chip combina CPU ARM com a GPU Blackwell, e é justamente na parte gráfica que a NVIDIA aposta suas fichas. Segundo informações extraídas de um driver de desenvolvedor para Windows 11 ARM64, a versão de 18 núcleos terá 5.120 CUDA cores, enquanto o modelo top de linha chega com 6.144.
GPU Blackwell: o trunfo que ainda precisa ser provado
O número de CUDA cores do RTX Spark bate com o de uma RTX 5070 desktop ou de uma RTX 3080, mas a NVIDIA ainda não confirmou que o desempenho gráfico será equivalente. Arquitetura igual não garante performance igual quando o envelope de energia é completamente diferente entre um chip mobile e uma placa de vídeo dedicada para desktop.
Na prática, o RTX Spark está se posicionando como uma alternativa real ao ecossistema Apple Silicon para quem precisa de Windows e quer GPU de verdade num laptop fino. O CPU ainda não passa o M4 Max para trás, mas a distância diminuiu. O veredicto final vai depender dos benchmarks com drivers maduros e, claro, do preço que os fabricantes vão praticar.
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Com os primeiros lançamentos comerciais do RTX Spark se aproximando, os próximos meses vão mostrar se a NVIDIA consegue converter esse potencial em produto que o mercado de fato adota. O chip tem argumentos, mas ainda precisa provar no mundo real.
Fonte: Wccftech
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