SpaceX planeja capturar estágio superior do Starship no próximo lançamento em novembro
SpaceX planeja capturar o estágio superior do Starship no próximo lançamento em novembro. Entenda o desafio técnico e o impacto na reutilização total do foguete.

A SpaceX planeja tentar capturar o estágio superior do Starship durante o próximo lançamento, previsto para novembro de 2026. Se der certo, será a primeira vez que a empresa recupera as duas partes do maior foguete já construído, um passo decisivo para reduzir custos e aumentar a frequência de voos.
Resumo
- SpaceX planeja capturar o estágio superior do Starship em novembro de 2026.
- A reutilização total pode cortar custos por lançamento em até 90%.
- A empresa reportou lucro recorde de US$ 4,4 bilhões (cerca de R$ 22,1 bilhões) no terceiro trimestre de 2026.
- Para o Brasil, a redução de custos pode abrir espaço para mais cargas nacionais.
A técnica de captura de foguetes em pleno voo já foi demonstrada com o Super Heavy: após a separação, o propulsor retorna à torre de lançamento e é agarrado por braços mecânicos. Agora a SpaceX quer fazer o mesmo com o estágio superior, que viaja em velocidade orbital e precisa ser desacelerado antes de reentrar e pousar com precisão.
A aposta na reutilização total se dá em meio a um momento financeiro robusto: a SpaceX reportou lucro recorde de US$ 4,4 bilhões no terceiro trimestre de 2026, impulsionado por contratos de lançamento e pelo crescimento da divisão de satélites Starlink.
O desafio de pegar o estágio superior em pleno voo
O estágio superior do Starship é mais leve que o Super Heavy, mas viaja a uma velocidade muito maior. Capturá-lo exige não apenas um pouso de precisão, mas também que ele desacelere o suficiente para ser segurado pela torre. A SpaceX já testou pousos controlados do estágio superior em voos anteriores, mas sem a captura na torre. O próximo teste será o primeiro a tentar o catch.
Por que a SpaceX quer reaproveitar o Starship por inteiro
A reutilização total do Starship é a chave para o plano de Elon Musk de tornar o transporte espacial tão barato quanto o aéreo. Atualmente, apenas o primeiro estágio (Super Heavy) é reaproveitado. Recuperar também o estágio superior pode cortar o custo por lançamento em até 90%, segundo estimativas da empresa. Isso viabilizaria missões tripuladas a Marte e a construção de uma frota de naves para transporte orbital.
O que isso significa para o futuro dos lançamentos e para o Brasil
Se a SpaceX conseguir capturar o estágio superior, a corrida espacial ganha um novo patamar. Nenhum outro foguete em operação hoje é totalmente reutilizável. A Blue Origin, com o New Glenn, e a ULA, com o Vulcan, ainda dependem de estágios descartáveis. Para o Brasil, que já utiliza a SpaceX para lançar satélites como o Amazônia-1, a redução de custos pode abrir espaço para mais cargas nacionais e para o programa de lançadores do país, que busca maior independência.
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O próximo lançamento do Starship, ainda dependendo de aprovação regulatória, deve ocorrer em novembro de 2026. Se a captura do estágio superior for bem-sucedida, a SpaceX alcançará um marco histórico que pode transformar a economia do espaço para sempre.
Valores em reais convertidos pela cotação de fechamento do Banco Central de 20/10/2026 (US$ 1 = R$ 5,01). Conversão direta, sem impostos nem taxas de importação.
Fonte: SpaceNews
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