A discussão sobre os limites de internet fixa pareciam ter ficado no passado com a proibição da Anatel. No entanto, as operadoras Vivo, Oi e Net voltaram a falar sobre o assunto nesta última semana.

Desta vez, as três principais operadoras de banda larga fixa do país se juntaram à Abrint, órgão que representa ‘pequenas’ empresas de telecom. Além da Abrint, Vivo, Oi e Net também se juntaram ao Sindisat, sindicado de provedores via satélite para pressionar a Anatel, em prol de derrubar a regra que proíbe, por tempo indeterminado, o limite de banda larga fixa.

Já falamos muito sobre o assunto. A discussão foi ampla e a proposta de limitar a internet banda larga no Brasil recebeu críticas de vários setores e órgãos públicos, incluindo o Procon, que estipulou multa a operadoras que aplicarem limites, e também do, até então, Ministro das Comunicações.

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) também ficou “pistola” com a proposta das operadoras. O órgão estipulou um prazo para que a Anatel proibisse tal prática, sob pena de ação judicial e multa.

Operadoras dizem “sim”, Anatel diz que não.

O UOL Tecnologia afirmou que entrou em contato com a Anatel. Segundo o site, a Anatel nega que esteja sendo pressionada pelas empresas, e diz que, mesmo que fosse o caso, não há nenhuma intenção de alterar a determinação que proíbe o estabelecimento de uma franquia limitada de dados na internet fixa.

A proposta da vez é um pouco ‘melhor’ do que a oferecida pela Vivo na época das discussões, que aconteceram a partir Maio de 2016. Segundo Basílio Perez, presidente da Abrint, as empresas devem ter permissão para limitar o plano de dados, mas com pacotes que oferecem a partir de 500 GB por mês – o que, segundo o executivo, é o suficiente para 2h30 diárias de Netflix.

É isso mesmo que você leu! Já não basta que a internet tenha sido considerada um direito básico do ser Humano pela ONU– ainda há má interpretação disso por parte de operadoras. Pelo visto, o pensamento é “com 500GB, as pessoas podem assistir 2h30 diárias de Netflix“.

Diante do exposto, podemos considerar que o alvo da vez novamente são os serviços de Streaming.