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Construtora que ergueu 1.000 pontos de recarga para Tesla e EVgo revela lições para o Brasil

Conheça a Osborne, construtora que ergueu mais de mil estações de recarga para Tesla, EVgo e Electrify America. Lições de eficiência e design que podem inspirar o Brasil.

Rockweew
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3 min
Tesla

A infraestrutura de recarga para carros elétricos ainda é um dos maiores gargalos da eletrificação no mundo, e no Brasil não é diferente. Enquanto o mercado local engatinha, quem já construiu milhares de estações nos Estados Unidos acumula know-how que pode acelerar a transição por aqui. A Osborne, construtora com sede no Kansas que desde 1976 ergue prédios comerciais, entrou no setor de recarga há cerca de dez anos e já instalou mais de mil pontos para clientes como Tesla, EVgo, Electrify America e IONNA.

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Fundador e CEO Stephen Osborne deu uma entrevista ao site Charged EVs em que detalha as mudanças recentes no setor, a evolução dos equipamentos e os desafios de construir estações de recarga em um mercado que se transforma cada vez mais rápido. Embora a Osborne atue fora do Brasil, as lições sobre eficiência, footprint e padronização têm tudo a ver com os desafios que o país enfrenta.

Os segredos de quem constrói estações de recarga: all-in-one e eficiência

Segundo Stephen Osborne, o ritmo de inovação acelerou de forma impressionante. “Vimos mais mudanças nos últimos 18 meses do que nos 7 ou 8 anos anteriores”, afirma. A eficiência dos carregadores disparou: enquanto sistemas legados perdiam até 20% da energia, os novos equipamentos alcançam 98% de eficiência. Para um operador que gasta US$ 10 mil (cerca de R$ 50.826) em energia, isso representa uma economia significativa.

98%

eficiência dos novos carregadores

Fonte: Stephen Osborne

Outra grande virada é a consolidação dos equipamentos. Os carregadores all-in-one (tudo-em-um) reúnem em uma única estrutura o que antes exigia gabinetes espalhados pelo terreno. “Um site na Geórgia tinha 12 carregadores, mas ocupava quase um acre de área. Hoje o mesmo número caberia em cerca de 2 mil pés quadrados”, compara Osborne. Isso reduz drasticamente o uso de cobre subterrâneo, o custo de instalação e os transtornos para o dono do terreno, que perde menos vagas de estacionamento.

O que isso significa para o Brasil

No Brasil, a situação é bem menos madura. A Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE) estima cerca de 4 mil pontos de recarga públicos, contra mais de 200 mil nos Estados Unidos. A padronização de conectores ainda é uma novela: o padrão CCS2 convive com o NACS (Tesla), e não há definição regulatória clara. Além disso, o custo de instalação de um ponto de recarga rápido pode ultrapassar R$ 100 mil, e a burocracia para aprovação em condomínios e vias públicas é pesada.

As soluções apontadas pela Osborne – carregadores mais compactos, maiores eficiências e projetos que otimizam o espaço – seriam um baita avanço para o mercado brasileiro. Com ruas e estacionamentos apertados, especialmente nos grandes centros, reduzir o footprint das estações é quase uma exigência. E a economia de energia, com as tarifas elevadas do país, pode fazer diferença no bolso do operador e do consumidor final.

O que ainda está em aberto

Apesar dos avanços, Stephen Osborne não crava que o all-in-one seja a tendência dominante. “Não sei se posso dizer que é uma tendência geral. Depende muito do local e da aplicação”, pondera. Para o Brasil, a indefinição sobre o conector padrão continua sendo o maior empecilho. Enquanto isso, a Tesla avança com seu serviço de robotáxis Cybercab, que já opera em Austin com 300 unidades, conforme mostramos aqui: Tesla estende Cybercab até meia-noite em Austin e frota já tem 300 unidades. Se o modelo de frotas autônomas decolar, a demanda por recarga rápida e bem projetada só tende a crescer – e o Brasil precisa estar preparado.

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As transformações no setor de recarga mostram que construir estações eficientes é tão importante quanto fabricar os veículos. E, como demonstra a Osborne, quem põe a mão na massa não está só levantando concreto, mas pavimentando o caminho para uma mobilidade elétrica viável — dentro e fora do Brasil.

Valores em reais convertidos pela cotação de fechamento do Banco Central de 16/10/2026 (US$ 1 = R$ 5,08). Conversão direta, sem impostos nem taxas de importação.

Fonte: Charged EVs

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Rockweew

Vivi a era Habbo, Orkut e afins... claramente a melhor fase pop da internet. Aqui tento noticiar o diverso mundo mobile, mas não se surpreenda se eu publicar algo sobre música, entretenimento e tecnologia em geral.