Microsoft revela AMD Ryzen AI 500 e Intel Core Ultra 4 em slide de roadmap

A Microsoft deixou escapar o nome das próximas gerações de processadores do mercado, e o vazamento veio de dentro de casa. Um slide do roadmap interno da empresa, apelidado de Hybrid Intelligence, vazou nesta quarta-feira (4) e mostra de uma vez só os nomes oficiais dos AMD Ryzen AI 500 e dos Intel Core Ultra 4, duas famílias que ainda não tinham sido anunciadas publicamente.

O slide, compartilhado pelo perfil @9550pro no X, faz parte de uma apresentação da Microsoft para parceiros. Mais do que confirmar nomes de chips, ele revela como a empresa enxerga o futuro dos PCs com IA: não pelo processador, mas pela quantidade de memória que a máquina carrega.
AMD Ryzen AI 500 e Intel Core Ultra 4: os processadores que vazaram
Pelo slide, a AMD Ryzen AI 500 é a sucessora da atual linha Ryzen AI 300, muito provavelmente baseada na arquitetura Zen 6, embora a Microsoft não confirme isso no material. Do lado da Intel, o Core Ultra 4 aparece como a geração seguinte dos chips da empresa, construída sobre a arquitetura Nova Lake.
No fim de outubro, a Intel confirmou em teleconferência de resultados que o Nova Lake viria para preencher a lacuna no segmento high-end de desktop. Agora, o slide da Microsoft indica que a arquitetura também vai alimentar notebooks, e que o nome comercial será Core Ultra 4.
O slide também menciona a Intel GPU D-Series, nome oficial da placa de vídeo conhecida até aqui como Crescent Island, baseada na arquitetura Xe3P. Ela aparece nos tiers mais avançados do roadmap, com capacidade para até 480 GB de memória LPDDR5X.
Os quatro tiers de PCs com IA da Microsoft
O que mais chama a atenção no roadmap não é a velocidade dos chips, mas a divisão por capacidade de memória. A Microsoft separou os PCs em quatro tiers, do mais básico ao mais pesado para IA.
Tier 0, entrada (8 GB): máquinas baratas com AMD Ryzen 100/200, Intel Core Series 3/4 e Snapdragon C/X/X Plus. Para a Microsoft, esses PCs servem para “contexto e ações locais”, tarefas leves como navegação e consumo de mídia. A empresa disse recentemente que melhorou em até 40% o desempenho multitarefa do Windows 11 em máquinas com 8 GB, mas a expectativa continua modesta.
Tier 1, Copilot+ (16 GB, 32 GB e 64 GB): aqui entram os PCs com certificação Copilot+. As versões de 16 GB e 32 GB combinam Intel Core Ultra Series 3/4, AMD Ryzen AI 400/500 e Snapdragon X2 Plus/X Elite/Extreme. Já os modelos de 64 GB trocam os processadores convencionais pelo AMD Ryzen AI Max+ 400 e pela Nvidia RTX Spark N1X, além de um chip Intel Core Ultra Next ainda sem nome definido. É nesse patamar que, segundo a Microsoft, começa a fazer sentido rodar IA localmente.
Tier 2 e Tier 3, avançado (128 GB ou mais): máquinas para quem desenvolve e roda modelos grandes localmente. O Tier 3 é o mais monstruoso: traz a GPU Intel D-Series (Crescent Island), com até 480 GB de LPDDR5X, largura de banda de 1,5 TB/s e 1,3 petaflop de potência em FP8. A Microsoft diz que esses números são suficientes para rodar modelos com até 300 bilhões de parâmetros em uma única placa.
Memória como novo norte da indústria
A decisão da Microsoft de dividir os tiers por capacidade de memória, e não por potência bruta de processamento, é um sinal claro de onde o mercado de PCs está caminhando. Num momento em que modelos grandes de IA exigem cada vez mais memória para rodar localmente, a Microsoft está dizendo que o futuro do Windows passa menos pelo clock do chip e mais pelo quanto de memória a máquina consegue carregar.
Nem a AMD, nem a Intel, nem a Microsoft comentaram oficialmente o vazamento até a publicação desta matéria. O slide, no entanto, já circula como a prévia mais concreta do que vem por aí para o Windows nos próximos anos.
480
GB de memória LPDDR5X na GPU Intel D-Series
Fonte: Microsoft
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Fonte: Club386
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