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Review do iPhone Duo: tela com Apple Pencil encanta, mas preço e apps frustram

Por Redação TecStudio
7 min
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iPhone Ultra

A Apple finalmente colocou um dobrável no mercado, e o primeiro veredito chegou: o iPhone Duo é ambicioso, refinado em vários pontos, mas ainda tropeça onde todo mundo tropeça, em apps que não conversam direito com a tela que se dobra. E custa caro por isso.

iPhone Duo
iPhone Duo fechado e aberto, mostrando o formato compacto e a tela interna ampla Imagem: ZDNET
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O review do ZDNET, publicado nesta quinta-feira (29), dá nota 4 de 5 ao iPhone Duo. O jornalista Kerry Wan passou uma semana com o aparelho no lugar do iPhone 18 Pro e descreve a experiência como um “cubo mágico” que ele está perto de resolver. A tela interna com revestimento nano-texture e suporte ao Apple Pencil é a grande estrela, segundo o ZDNET. Mas o preço de US$ 2.000 (cerca de R$ 10.684), a ausência de Face ID e a falta de uma teleobjetiva dedicada deixam a conta mais salgada do que deveria.

Design em titânio, mas sem Face ID e com botões no lugar errado

Quando fechado, o iPhone Duo tem uma tela externa que lembra um passaporte, curto e largo, segundo o review do ZDNET. Mas não se engana pelo tamanho compacto: com 254 gramas, é o iPhone mais pesado que a Apple já fez, superando até o iPhone 18 Pro Max (249 g). O Samsung Galaxy Z Fold 8, para comparação, pesa 201 g.

A culpa é do chassi de titânio, uma escolha que prioriza resistência a arranhões e quedas no lugar do peso leve, segundo a análise. Wan relata que o aparelho tombou no chão algumas vezes na semana de teste e saiu sem marcas. É um alívio para quem odeia usar capinha.

O preço dessa solidez, porém, aparece no uso do dia a dia. O iPhone Duo troca o Face ID por um leitor de Touch ID na lateral, o espaço interno não comporta os sensores de profundidade. Wan descreve a troca como “não intuitiva”: é preciso achar o botão com o dedo, e a leitura tem um atraso de meio passo. Aos poucos a memória muscular se acostuma, mas os botões de volume, instalados na parte de cima do aparelho, seguem atrapalhando. O jornalista perdeu a conta de quantas vezes apertou o botão de energia no lugar do volume e acabou bloqueando a tela.

Tela nano-texture: o motivo do preço (e por que vale)

A tela interna LTPO OLED com acabamento nano-texture é o que justifica os US$ 2.000 (cerca de R$ 10.684), de acordo com o ZDNET. O revestimento fosco reduz reflexos e ofuscamento, deixando as cores uniformes e o brilho consistente mesmo em ambientes iluminados. Wan diz que é tão bom deslizar o Apple Pencil sobre a tela quanto assistir a vídeos ou ver fotos.

iPhone Duo
Tela interna do iPhone Duo com o revestimento nano-texture que reduz reflexos Imagem: ZDNET

O suporte à caneta é um diferencial que Samsung e Google ainda não oferecem em seus dobráveis, como a Apple já liberou com a atualização iOS 27.2. O vinco central, uma das maiores críticas dos dobráveis desde 2019, está entre os mais sutis que o revisor já viu, visível e palpável só em ângulos extremos.

O lado menos bonito: o acabamento fosco reduz o contraste e a vivacidade das cores em comparação com telas brilhantes, especialmente sob luz solar direta, quando a tela vira um painel cinza. E limpar as marcas de dedo exige pano de microfibra, a manga da camisa não dá conta.

Câmeras: o melhor e o pior selfie num iPhone só

A Apple tirou o pé do acelerador nas câmeras do Duo para caber tudo no formato dobrável. O conjunto é um sistema duplo que lembra o do iPhone 17: 48 MP na principal (sem abertura variável do 18 Pro) e 12 MP na ultrawide. Não há teleobjetiva dedicada, Wan sente falta dela para shows e estádios. O zoom óptico de 2x na lente principal, combinado ao processamento da Apple, entrega retratos naturais, mas não substitui um zoom de verdade.

A grande sacada é o Smart Take, um recurso de IA que usa o formato dobrável a seu favor: você posiciona o Duo em modo tenda ou com metade da tela inclinada, entra no enquadramento, e o iPhone dispara as fotos nos momentos certos. Wan conta que o recurso salvou uma correria entre o timer e a prévia.

A câmera frontal sob a tela (under-display) na tela interna é “apenas passável” para chamadas de vídeo, mas a câmera externa é bem melhor. E tem um truque: com a câmera traseira aberta, dá para virar o aparelho e usar a tela externa como visor, capturando selfies com a lente principal de 48 MP.

Software e apps: 50/50, sem saída

O iPhone Duo roda o iOS 27 com adaptações para o formato dobrável: barra lateral, suporte a dois apps em tela dividida no modo paisagem, arrastar e soltar entre eles e o modo StandBy quando o telefone está em ângulo. Tudo funciona, mas Wan sente que a Apple poderia ter ido além. Não é possível salvar pares de apps na tela inicial, e a divisão da tela é sempre 50/50, sem ajuste de proporção.

iPhone Duo app optimized
App otimizado (Apple Maps, à esquerda) versus app não otimizado (Uber, à direita) na tela interna do iPhone Duo Imagem: ZDNET

O grande problema, como em todo dobrável de primeira geração, é o ecossistema de apps. O ZDNET classifica em três níveis: não otimizados (esticados à força, com barras pretas), adaptativos (redimensionam automaticamente, mas sem dinamismo) e totalmente otimizados (etiquetados “Made for iPhone Duo”). A maioria dos apps populares, incluindo Google Drive e Uber, está nos dois primeiros grupos.

Em conversas com a Apple e desenvolvedores, Wan ouviu que há otimismo de que a maioria dos apps esteja adaptada até o fim do ano. Alguns levaram de uma a duas semanas para atualizar, a Netflix já fez a lição de casa. Para desenvolvedores menores, o prazo deve ser maior.

A20 Pro, bateria e carregamento de respeito

O chip A20 Pro com 12 GB de RAM mantém o Duo rodando com fluidez mesmo com dois apps abertos na tela interna. Wan diz que o aparelho esquenta mais que o iPhone 18 Pro durante jogos ou edição de vídeo e demora mais para esfriar, mas nunca ao ponto de incomodar ou travar.

Na primeira semana, a bateria mostrou resultados promissores: cerca de seis horas de tela ativa por dia, com o telefone chegando a 30% no fim da tarde. O carregamento de 60 W é o mais rápido que a Apple já colocou num iPhone, suficiente para uma recarga confiante enquanto o usuário se arruma de manhã.

O aparelho também passou em teste de 32 mil dobras sem danos à dobradiça, o que reforça a aposta da Apple na durabilidade do projeto.

Vale US$ 2.000?

O revisor do ZDNET é direto: a maioria das pessoas provavelmente não deveria comprar o iPhone Duo. É caro, o software ainda está em desenvolvimento e a câmera fica atrás de iPhones que custam centenas de dólares a menos. Mas quem topar o salto de fé encontra uma vantagem que nenhum outro dobrável oferece: o ecossistema de suporte Apple, com centenas de lojas físicas, prestadores terceirizados e operadoras prontas para atender.

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O iPhone Duo já está à venda nos Estados Unidos. A Apple não divulgou previsão de lançamento no Brasil.

Valores em reais convertidos pela cotação de fechamento do Banco Central de 28/10/2026 (US$ 1 = R$ 5,34). Conversão direta, sem impostos nem taxas de importação.

EspecificaçãoiPhone Duo
ProcessadorA20 Pro
RAM12 GB
Câmera principal48 MP
Câmera ultrawide12 MP
Peso254 g
Carregamento60 W
AutenticaçãoTouch ID lateral
Preço (EUA)US$ 2.000 (cerca de R$ 10.684)
Ficha técnica: iPhone Duo

Fonte: ZDNET

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