Airbus negocia entrada no programa de caça GCAP com BAE Systems
Airbus e BAE Systems iniciam conversas sobre participação da fabricante europeia no GCAP, programa de caça de 6ª geração.

A Airbus vai sentar à mesa com a BAE Systems nas próximas semanas para discutir como a fabricante europeia pode entrar no programa do caça de 6ª geração GCAP. A informação é do Financial Times, reproduzida pelo site AeroTime.
Resumo
- Airbus e BAE Systems iniciam conversas sobre participação no GCAP, caça de 6ª geração
- Programa é liderado por Reino Unido, Itália e Japão; Alemanha quer entrar
- CEO da Airbus diz que empresa quer 'papel-chave', não peça secundária
- Conversas incluem aeronaves autônomas não tripuladas (CCA)
- Como alternativa, Alemanha pode se associar à sueca Saab, fabricante do Gripen

O GCAP (Global Combat Air Programme) é o programa do jato de combate de 6ª geração atualmente liderado por Reino Unido, Itália e Japão. A Alemanha pode entrar depois que seu próprio projeto de caça com a França foi encerrado no início de 2026.
Airbus quer papel central, não coadjuvante
Mike Schoellhorn, CEO da Airbus Defence and Space, já deixou claro que a empresa não quer uma participação modesta. Em entrevista ao jornal alemão Handelsblatt neste mês, ele disse que a Airbus pretende ter um “papel-chave” no GCAP. “Não vamos só fazer a aleta ou a asa”, afirmou.
As conversas com a BAE Systems, segundo fontes do Financial Times, vão explorar vários modelos de colaboração. Um dos tópicos da mesa são as aeronaves autônomas não tripuladas, os chamados Collaborative Combat Aircraft (CCA).
Alemanha abre caminho para entrar no programa
O primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, afirmou no dia 8 de outubro que o Reino Unido vê com bons olhos a entrada da Alemanha no GCAP. “Sinalizei ao chanceler nossa abertura para a Alemanha se juntar ao GCAP”, disse Burnham durante uma coletiva conjunta com o chanceler alemão Friedrich Merz.
O que é GCAP? Global Combat Air Programme, programa do caça de 6ª geração liderado por Reino Unido, Itália e Japão. O CCA (Collaborative Combat Aircraft) são aeronaves autônomas não tripuladas que atuam com os caças tripulados.
Burnham afirmou que pretende levar a ideia adiante “nos próximos meses” com a Itália e o Japão, os outros dois sócios do programa.
Há, no entanto, riscos no caminho. Comentários do setor reproduzidos pelo FT sugerem que o programa pode enfrentar dificuldades se a Alemanha pressionar por um papel grande demais no design da aeronave. Uma eventual colaboração, dizem analistas, precisaria ser administrada com cuidado para não desequilibrar a governança do projeto.
Plano B com a Saab
Caso o caminho no GCAP não avance, a Alemanha e a Airbus têm uma alternativa: se associar à sueca Saab, fabricante do caça Gripen, segundo o Financial Times.
O GCAP é uma joint venture liderada por BAE Systems (Reino Unido), Leonardo (Itália) e Mitsubishi Heavy Industries (Japão), com participação de Rolls Royce, MBDA e Avio Aero.
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As conversas entre Airbus e BAE Systems devem acontecer nas próximas semanas. Até lá, o mercado acompanha de perto como a Alemanha e a maior fabricante europeia de aviões vão se encaixar ou não no novo caça que vai definir o poder aéreo do continente nas próximas décadas.
Fonte: AeroTime
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