Microsoft revela receita de US$ 10 bilhões com OpenAI em um trimestre

A Microsoft e a OpenAI podem estar competindo pelos mesmos clientes, mas a grana que uma tira da outra continua de fazer inveja em qualquer empresa de tecnologia. Em documento enviado a reguladores nesta quarta-feira (28), a Microsoft revelou que faturou US$ 10 bilhões (cerca de R$ 53,4 bilhões) com acordos comerciais envolvendo a OpenAI no trimestre encerrado em setembro.
US$ 10 bilhões
Receita da Microsoft com acordos comerciais com a OpenAI em um trimestre
Fonte: Documento regulatório da Microsoft (28/10/2026)
O número equivale a quase 11% da receita total da Microsoft no período, de US$ 92,3 bilhões (cerca de R$ 493 bilhões), e deixa claro que, mesmo com os laços cada vez mais frouxos entre as duas, o caixa da Microsoft continua profundamente atrelado ao sucesso da OpenAI.
US$ 10 bilhões em três meses: o peso da OpenAI no caixa da Microsoft
O trimestre de julho a setembro de 2026 é o primeiro do ano fiscal de 2027 da Microsoft, que começa o ano em julho. Os US$ 10 bilhões (cerca de R$ 53,4 bilhões) incluem pagamentos de compartilhamento de receita e serviços de computação em nuvem Azure contratados pela OpenAI.
No ano fiscal de 2026 completo, a receita vinda da OpenAI chegou a US$ 24,1 bilhões (cerca de R$ 129 bilhões). Se mantiver o ritmo do último trimestre, a Microsoft embolsaria US$ 40 bilhões (cerca de R$ 214 bilhões) anuais com os acordos que envolvem a startup de IA.
A empresa também registrou US$ 7,2 bilhões (cerca de R$ 38,5 bilhões) em valores a receber da OpenAI ao fim de setembro, contra US$ 6 bilhões (cerca de R$ 32,1 bilhões) em junho. Esse montante representa o que a OpenAI ainda deve de transações anteriores, e não receita nova.
Como funciona o repasse: 20% da receita da OpenAI vai para a Microsoft
A maior parte desse dinheiro vem de um acordo anterior, no qual a Microsoft investiu mais de US$ 13 bilhões (cerca de R$ 69,4 bilhões) na OpenAI. Em troca, a startup repassa 20% de sua receita para a gigante de software, um número que nenhuma das duas confirma publicamente, mas que o TechCrunch reportou com base em documentos vazados em novembro de 2025.
Em abril de 2026, as empresas fecharam um novo acordo: a OpenAI continua obrigada a compartilhar receita com a Microsoft até 2030, sujeita a um limite máximo (cap), mesmo tendo ganhado liberdade para trabalhar com outros provedores de nuvem.
A fonte não detalha quanto veio do repasse de receita e quanto veio do Azure. Em 2025, documentos vazados indicavam que a Microsoft havia recebido US$ 865,8 milhões (cerca de R$ 4,6 bilhões) líquidos em repasse de receita da OpenAI nos primeiros nove meses daquele ano.
A dança das ações e a relação que mudou de figura
A participação acionária da Microsoft na OpenAI também encolheu: de cerca de 25% em junho para 24% em setembro. A queda segue uma trajetória que começou em outubro de 2025, quando a participação era de aproximadamente 27% após uma recapitalização.
Foi em outubro de 2025 que as duas começaram a afrouxar os laços da parceria que antes era exclusiva. A Microsoft abriu mão do controle sobre a OpenAI para dar à startup mais liberdade para fechar acordos com outros provedores de nuvem. Em troca, a OpenAI se comprometeu a comprar US$ 250 bilhões (cerca de R$ 1,3 trilhão) adicionais em serviços do Azure.
No fim de outubro de 2026, a OpenAI foi além e levou o GPT-6 para o Google Cloud, quebrando de vez a exclusividade com a Microsoft. A fatura de US$ 10 bilhões (cerca de R$ 53,4 bilhões) por trimestre, no entanto, mostra que a relação financeira, mesmo menos amarrada, continua sendo uma das mais lucrativas da indústria de tecnologia.
Valores em reais convertidos pela cotação de fechamento do Banco Central de 28/10/2026 (US$ 1 = R$ 5,34). Conversão direta, sem impostos nem taxas de importação.
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Fonte: TechCrunch
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