Jogos do Switch 2 rodam no Switch original em proeza técnica de desenvolvedor

O primeiro jailbreak do Nintendo Switch 2 já vinha rendendo frutos, rodar YouTube, extrair dados de betas fechados, ver emuladores de PC pipocando. Mas o que um desenvolvedor solitário conseguiu fazer com a ajuda de uma ferramenta de inteligência artificial vai além: ele fez jogos do Switch 2 rodarem no Switch original.
10 a 15 FPS
Taxa de quadros de Pokémon Pokopia no Switch original a 1080p antes das otimizações
Fonte: Divulgação/@touhoufagyuri
E não estamos falando de qualquer jogo. Mario Kart World e Pokémon Pokopia, dois títulos de peso da nova geração da Nintendo, foram portados para o console de 2017 pelo usuário @touhoufagyuri, que compartilhou vídeos dos resultados nos últimos dias. A proeza técnica impressiona, e acende um alerta que a Nintendo certamente já está monitorando de perto.
Como Mario Kart World foi parar no Switch original
A tarefa não foi simples. Segundo o desenvolvedor, o jogo mal rodava no sistema quando os primeiros testes começaram. Foi preciso usar o DeepSeek Harness, uma ferramenta de IA, para fazer a engenharia reversa e adaptar o código. O resultado passou por várias fases: de “quase não funciona” a um desempenho relativamente sólido com problemas de renderização, até chegar a um estado próximo do jogável.
Para isso, o port usou shaders pré-cozidos (prebaked shaders), nível de detalhamento forçado (LOD), resolução reduzida e outras otimizações não especificadas, tudo em um Switch com overclock. Ainda há engasgos visíveis, e grande parte da experiência de mundo aberto foi cortada. Mesmo assim, é inegável que ver um jogo feito para o Switch 2 rodando no hardware de quase uma década atrás é uma façanha.
Pokémon Pokopia no Switch original: o desafio maior
Se Mario Kart World já impressiona, Pokémon Pokopia eleva a aposta. Por ser um jogo mais recente e tecnicamente mais pesado, o port exigiu medidas mais drásticas. O desenvolvedor teve que rodar o console com overclock e derrubar a resolução para 720p. A 1080p, o jogo entregava entre 10 e 15 quadros por segundo, basicamente ingiogável.
A solução foi travar o framerate em 30 FPS. Isso resolveu os problemas de frame pacing que apareciam quando a taxa ficava oscilando na casa dos 35 FPS. Ainda assim, o próprio desenvolvedor admite que problemas podem surgir durante uma partida normal, fora do ambiente controlado de um teste rápido.
Ninguém vai testar esses ports tão cedo
Apesar do feito técnico, não espere baixar esses ports para testar no seu Switch. “Por razões legais, o código não está disponível publicamente. É estritamente para fins de demonstração, então compre o jogo oficial se quiser jogar”, explicou @touhoufagyuri.
A cautela é compreensível. A Nintendo tem um histórico agressivo contra qualquer coisa que mexa com seu ecossistema, e o Switch 2, com seu novo jailbreak e toda a movimentação da cena homebrew, virou um alvo ainda maior. O jailbreak do console, descoberto pelo pesquisador Sammy Hajhamid (pepsipu), já vinha dando dor de cabeça para a empresa. O site do TecStudio mostrou como o exploit funciona. Agora, com jogos do Switch 2 rodando no console anterior, a situação ficou ainda mais explosiva.
Perguntas frequentes
Dá para baixar e testar esses ports?
Não. O desenvolvedor afirmou que o código não será liberado por razões legais.
Os jogos rodam perfeitamente no Switch original?
Não. Ambos os ports têm limitações: stuttering, recortes no mundo aberto e exigem overclock e resolução reduzida.
Isso significa que o Switch 2 foi totalmente hackeado?
O jailbreak existe e já roda aplicativos caseiros, mas ainda há limitações. A cena homebrew está evoluindo rápido.
📲 Essa história ainda tem capítulo pela frente, e a Nintendo não deve ficar quieta. Para não perder nenhum desdobramento, entra no Canal do TS no WhatsApp.
Fonte: Wccftech
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