Após polêmica sobre RAM, OpenAI busca Samsung para garantir chips de IA

Sam Altman, CEO da OpenAI, desembarcou na Coreia do Sul sem alarde no fim de semana para enfrentar de perto o problema que mais tira o sono de quem constrói inteligência artificial hoje: a falta de memória para rodar os modelos. O executivo se reuniu com cerca de 50 executivos seniores da Samsung e ainda almoçou com o chairman da SK Group, dona da SK Hynix, para garantir o fornecimento de chips de memória para os data centers da empresa.
83%
da receita global de memória de alta largura de banda nas mãos de Samsung e SK Hynix
Fonte: Counterpoint Research
Segundo o Android Headlines, que cita a CNBC, o encontro com a cúpula da Samsung aconteceu no campus de Yongin, e as conversas giraram em torno da expansão dos data centers da OpenAI dentro do projeto Stargate e de novas formas de colaboração entre as empresas. Nenhum acordo formal foi anunciado, mas a viagem mostra a prioridade que a empresa está dando ao problema.
O domínio sul-coreano no mercado de memória para IA
Não é por acaso que Altman bateu na porta dos sul-coreanos. Samsung e SK Hynix juntas respondem por cerca de 83% da receita global de memória de alta largura de banda, o tipo de chip essencial para rodar modelos de IA em escala. Dados da Counterpoint Research mostram que as duas também dominam as vendas de DRAM convencional, o que faz da Coreia do Sul uma parada obrigatória para qualquer gigante da tecnologia que esteja montando infraestrutura de IA.
A visita ocorre dias depois de Altman causar polêmica ao dizer que os PCs desperdiçam memória RAM que poderia ser melhor usada em data centers. Em outubro, ele afirmou em um podcast que é um “desperdício” manter DRAM em computadores pessoais quando ela poderia rodar cargas de trabalho de IA, uma declaração que o TecStudio repercutiu na época.
A corrida pelos chips esquenta
A OpenAI não é a única gigante da tecnologia de olho nos fabricantes sul-coreanos. A CEO da AMD, Lisa Su, também visitou fornecedores de memória na região recentemente, alertando que as empresas de tecnologia precisam planejar seus pedidos de hardware com três a cinco anos de antecedência. À medida que as fábricas de chips ajustam a produção para atender à demanda dos servidores, a competição por memória disponível só faz aumentar.
Para quem está de fora dessa briga, o efeito colateral pode chegar ao bolso. Com a demanda aquecida e a produção redirecionada para servidores, os preços de eletrônicos de consumo como celulares e PCs podem continuar pressionados. A OpenAI não publicou um resumo formal de acordos assinados durante a passagem de Altman pela Coreia do Sul, mas a tendência é de parcerias ainda mais estreitas entre desenvolvedores de IA e as gigantes sul-coreanas de memória nos próximos meses.
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Fonte: Android Headlines
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