Oracle monta megainfraestrutura de ia com NVIDIA, AMD, Intel e Google tpu
OCI terá desde NVIDIA Vera Rubin até Google TPUs no mesmo ecossistema de nuvem, com AMD EPYC 6ª geração, Intel Diamond Rapids e mais.

A Oracle resolveu juntar num mesmo teto todo mundo que faz chip de IA do planeta. A Oracle Cloud Infrastructure (OCI) anunciou nesta quarta-feira (28), durante o Oracle AI World 2026, que vai rodar em sua nuvem desde a nova geração Vera Rubin da NVIDIA até os TPUs do Google, numa parceria inédita entre hyperscalers, passando por AMD, Intel, Cerebras e SambaNova. É a maior reunião de aceleradores já montada por um único provedor de nuvem.
Resumo
- OCI anuncia implantação dos sistemas NVIDIA Vera Rubin NVL72 em escala multi-gigawatt com disponibilidade a partir de agora
- Google TPUs chegam pela primeira vez a um hyperscaler fora do Google, a partir de 2027
- AMD EPYC 6ª geração e GPUs Instinct MI455X equipam instâncias E7 e racks Helios
- Intel Diamond Rapids (Xeon 7) vão para a plataforma OCI X14 em parceria plurianual
- Cerebras CS3 e SambaNova entram para inferência de altíssima velocidade
Segundo a empresa, a OCI já ultrapassou 200 serviços de nuvem e entregou 850 MW adicionais de capacidade de datacenter no primeiro trimestre fiscal de 2027. O plano agora é escalar para vários gigawatts com uma diversidade de arquiteturas que nenhum concorrente oferece hoje.
NVIDIA Vera Rubin: a estrela do anúncio
A peça central da novidade é a implantação dos sistemas NVIDIA Vera Rubin NVL72 em escala multi-gigawatt na OCI, com disponibilidade geral já a partir de agora. Cada rack conecta 72 GPUs via NVIDIA NVLink, enquanto a rede Acceleron da Oracle se integra ao ecossistema Spectrum-X da NVIDIA com switches Spectrum-6 e DPUs BlueField-4. Os superclusters da OCI combinam tudo isso com refrigeração e energia de nível gigawatt para treinar os maiores modelos de IA.

A NVIDIA afirma que o Rubin entrega desempenho de até 50 PFLOPs com memória HBM4, processador Vera CPU com 88 núcleos Olympus e um salto de 5x em relação à geração Blackwell, com custo de inferência sete vezes menor. A procura pelo chip já é tamanha que, como o TecStudio mostrou ontem, a SpaceX sozinha vai consumir 21% dos racks Rubin previstos para 2027.
Além do Rubin NVL72, a OCI também vai oferecer servidores com CPU Vera e sistemas NVL8 HGX.
AMD e Intel: EPYC de 6ª geração e Diamond Rapids chegam à OCI
Do lado da AMD, a OCI anuncia as instâncias Compute E7 com processadores EPYC de 6ª geração. Os pesados racks Helios vão combinar toda a arquitetura empresarial da AMD com as novas GPUs Instinct MI455X. As instâncias E7 são desenhadas para orquestração de agentes de IA, sandboxes concorrentes, serviços de recuperação e caches em memória, além de aplicações web, API e empresariais.

A AMD também entra na infraestrutura de rede da Oracle com as DPUs Pensando, que alimentam o Acceleron Fabric, a malha de alta performance que conecta todo o ecossistema com failover automático e controle de congestionamento.
A Intel marca presença com a plataforma OCI X14, que vai usar os futuros processadores Diamond Rapids (Xeon 7) com suporte a aceleração de IA via Intel AMX (com FP8, FP16 e BF16) e Intel APX. Oracle e Intel anunciaram uma colaboração plurianual para expandir a presença dos processadores Xeon na nuvem da Oracle, mirando aplicações empresariais, IA de agente e inferência.
Google TPUs pela primeira vez fora de casa
Um dos movimentos mais inesperados é a chegada dos TPUs do Google à OCI. A Oracle será o primeiro hyperscaler fora do Google a rodar os chips de aceleração de IA da gigante das buscas. A implantação começa em 2027 e deve atingir escala de gigawatts ao longo dos anos seguintes.

Segundo a Oracle, a nova geração de TPUs entrega até 80% mais desempenho por dólar em inferência de baixa latência. Isso graças a uma combinação de Inter-Chip Interconnect (ICI) com Optical Circuit Switching (OCS), que mantém mais de 97% de goodput em treinamentos de larga escala, e uma nova topologia de interconexão que reduz pela metade o número de saltos na rede.
A Oracle também confirmou a chegada dos sistemas Cerebras CS3 e mais hardware da SambaNova para inferência ultrarrápida, com as primeiras implantações da Cerebras previstas para 2027. “Inferência de IA exige escolha”, disse Mahesh Thiagarajan, presidente da Oracle Cloud Infrastructure, em comunicado. “À medida que os agentes assumem tarefas mais complexas, os clientes demandam poder de processamento que corresponda às necessidades de desempenho de cada aplicação.”
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A Oracle está montando o que pode ser a plataforma de IA mais aberta entre os grandes provedores de nuvem, com um leque de arquiteturas que nenhum concorrente reúne hoje. Misturar Vera Rubin, EPYC, Diamond Rapids e TPUs sob a mesma malha de rede não é trivial, e o sucesso disso vai depender de como a Acceleron fabric se comporta na prática. Mas o recado está dado: na nuvem da Oracle, todo chip tem lugar.
| Especificação | NVIDIA Vera Rubin NVL72 |
|---|---|
| Poder de processamento | 50 PFLOPs |
| Memória | HBM4 |
| CPU integrada | Vera CPU com 88 núcleos Olympus |
| Ganho sobre Blackwell | 5x de desempenho, 1/7 do custo de inferência |
| Conectividade por rack | 72 GPUs via NVLink |
Fonte: Wccftech
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