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SpaceX compra espectro de US$ 8 bilhões e planeja virar quarta operadora móvel nos Estados Unidos

SpaceX compra espectro de 800 MHz por US$ 8 bilhões e planeja rivalizar com AT&T, T-Mobile e Verizon. Entenda o plano da empresa de Elon Musk para se tornar a quarta operadora móvel nos EUA.

Rockweew
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4 min
iPhone com Starlink
Imagem: MacRumors

A SpaceX deu mais um passo em seu plano de se tornar uma operadora móvel de peso. Em 2026, a empresa comprou um bloco de espectro de 800 MHz por US$ 8 bilhões (cerca de R$ 40,7 bilhões), que pertencia à antiga Nextel e estava com a Grain Management. A aquisição, somada a outros US$ 20 bilhões (cerca de R$ 102 bilhões) já gastos com espectro da EchoStar, mostra que a companhia de Elon Musk leva a sério a ideia de rivalizar com AT&T, T-Mobile e Verizon.

Resumo

  • Spacex comprou espectro de 800 MHz por US$ 8 bilhões para se tornar operadora móvel.
  • A empresa planeja oferecer serviço móvel direto para celulares com rede própria.
  • O analista alerta que o custo de construir rede terrestre é gigantesco e histórico de fracassos.
  • No Brasil, a SpaceX depende de aprovação da Anatel e parcerias com operadoras locais.
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O analista Walter Piecyk, da LightShed Partners, acompanhou de perto essa movimentação. Ele já previa o movimento há meses e explica que a SpaceX aprendeu com o mercado: primeiro comprou um lote de espectro, depois voltou para comprar mais. Agora, com a aprovação do FCC para 15 mil novos satélites Starlink de segunda geração, o cenário está montado. Mas, para o serviço funcionar com celulares comuns, a empresa precisará de uma rede terrestre complementar.

O que a SpaceX comprou e por que o espectro é importante

O espectro de 800 MHz é considerado ouro para cobertura de rede. Ele viaja longe e penetra bem em prédios, algo que as operadoras tradicionais usam para garantir sinal. A história desse espectro é longa: originalmente da Nextel, passou para a T-Mobile após a fusão com a Sprint e depois foi vendido para a Grain Management. A SpaceX o comprou quando ninguém mais se interessou, vendo ali a peça que faltava para seu quebra-cabeça de conectividade via satélite e terrestre.

Piecyk destaca que a SpaceX tentou inicialmente usar apenas femtocélulas, mas percebeu que precisava de uma infraestrutura macrocell. “Eles aprenderam ao longo do caminho”, disse o analista. A compra mostra que a empresa está disposta a investir pesado para construir uma rede que una satélites e torres.

O plano de se tornar a quarta operadora

Com o espectro em mãos e a aprovação do FCC, a SpaceX pretende oferecer serviço móvel direto para celulares, algo que já faz em parceria com a T-Mobile nos Estados Unidos. Mas agora quer ser a operadora de fato, usando sua própria rede. A escala é ambiciosa: o mercado de telecomunicações móveis nos EUA tem valor de mercado de mais de US$ 1 trilhão (cerca de R$ 5,1 trilhões), e a SpaceX quer uma fatia.

US$ 1 trilhão

valor de mercado de telecom móvel nos EUA

O analista alerta, no entanto, que o histórico de tentativas de entrada no setor é repleto de fracassos. “Muitas empresas disseram que iam fazer isso até baterem na realidade de como é caro”, afirma. A SpaceX tem a vantagem de ter um negócio de foguetes e internet via satélite que gera receita, mas o custo de construir uma rede terrestre é gigantesco.

Enquanto a SpaceX avança, a empresa também tenta bloquear a expansão do serviço de mensagens via satélite da Apple, em mais um sinal de que quer dominar o setor.

E no Brasil?

A SpaceX já opera a Starlink no Brasil, com milhares de assinantes, especialmente em áreas rurais. A possibilidade de oferecer serviço móvel via satélite no país depende de aprovação da Anatel e de parcerias com operadoras locais como Vivo, Claro e TIM. Até o momento, a empresa não anunciou planos concretos para o Brasil, mas o movimento nos EUA abre um precedente. Se a SpaceX conseguir se tornar operadora lá, o mesmo modelo poderia ser replicado aqui, com vantagens para regiões sem cobertura.

Especialistas apontam que a barreira regulatória no Brasil é alta, mas a Starlink já tem boa relação com o governo. Resta saber se a empresa vai querer enfrentar as gigantes brasileiras ou optar por parcerias.

O que ainda está em aberto

A grande questão é se a SpaceX conseguirá executar o plano. A construção da rede terrestre exigirá investimentos bilionários e anos de trabalho. Além disso, as operadoras tradicionais não vão ficar paradas: AT&T, Verizon e T-Mobile já estão correndo para melhorar suas redes e firmar parcerias com outros players de satélite, como a AST SpaceMobile.

Outro ponto é a tecnologia de celulares: a maioria dos aparelhos atuais não se conecta diretamente a satélites, embora modelos recentes como o iPhone 15 e o Pixel 8 já tenham suporte limitado. A SpaceX precisará de uma frota de satélites enorme e de torres para garantir continuidade de serviço.

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Com o espectro em mãos, a SpaceX tem o desafio de construir a infraestrutura terrestre. Se conseguir, pode redefinir o mercado móvel global. O brasileiro, enquanto isso, acompanha de longe a revolução que se aproxima.

Valores em reais convertidos pela cotação de fechamento do Banco Central de 16/10/2026 (US$ 1 = R$ 5,08). Conversão direta, sem impostos nem taxas de importação.

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Rockweew

Vivi a era Habbo, Orkut e afins... claramente a melhor fase pop da internet. Aqui tento noticiar o diverso mundo mobile, mas não se surpreenda se eu publicar algo sobre música, entretenimento e tecnologia em geral.