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Queda do Xbox desacelera para 2% com recordes de Minecraft e World of Warcraft, diz Microsoft

Por Redação TecStudio
4 min
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Xbox

A receita do Xbox ainda está encolhendo, mas o tombo perdeu força. A divisão de games da Microsoft faturou US$ 5,38 bilhões (cerca de R$ 28,7 bilhões) no primeiro trimestre do ano fiscal de 2027 (encerrado em setembro), uma queda de 2% em relação ao mesmo período de 2025. O número representa uma desaceleração significativa: no trimestre anterior, a retração tinha sido de 10%, sinal de que o negócio pode estar virando a esquina.

US$ 5,38 bilhões

Receita do Xbox no 1º tri fiscal de 2027 (queda de 2%)

Fonte: Microsoft

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Os dados fazem parte do balanço da Microsoft divulgado nesta semana, o resultado geral, de US$ 92,3 bilhões (cerca de R$ 493 bilhões), já havia sido reportado pelo TecStudio. O recorte do Xbox, porém, traz camadas extras: a CEO Asha Sharma disse em uma publicação que celebrava recordes de franquias-chave enquanto o departamento tenta se reerguer com cortes e reestruturação.

O que caiu e o que subiu no balanço do Xbox

No detalhe, a receita de conteúdo e serviços do Xbox caiu 2% na comparação anual, puxada para baixo por vendas menores de jogos de terceiros e do Game Pass. Do outro lado, o desempenho de first-party (jogos dos estúdios da Microsoft) cresceu, compensando parte do estrago. A empresa não divulgou o número atualizado de assinantes do Game Pass, o último dado público, de 34 milhões, já tem mais de dois anos.

Já o hardware continua sendo a maior fragilidade. As vendas de consoles caíram 14% ano a ano, e a Microsoft avisou que a tendência não muda no curto prazo: a expectativa é de nova queda no próximo trimestre.

Os recordes que Sharma colocou na balança

No post em que comentou os resultados, Sharma destacou que a margem da divisão já mostra melhora e listou os pontos altos do trimestre. Entre eles, recordes de desempenho de Minecraft, da Mojang, e de World of Warcraft (WoW) Forever, da Blizzard. A executiva também citou Call of Duty: Modern Warfare 4 como a edição mais aclamada da franquia em mais de uma década e o crescimento de dois dígitos na receita da plataforma PC.

Sharma já havia celebrado, em outra ocasião, a marca de US$ 40 bilhões (cerca de R$ 214 bilhões) em receita vitalícia da franquia Call of Duty.

O nó do hardware: oferta menor que a demanda

A queda de 14% nas vendas de consoles pode parecer um número preocupante, mas Sharma insiste que o problema não é a falta de interesse dos jogadores. Em suas palavras: “As vendas de consoles continuam limitadas pela oferta, com mais demanda do que consoles disponíveis. Estamos trabalhando para colocar mais aparelhos nas mãos dos jogadores, inclusive por meio do nosso programa expandido de refurbishment.”

A mensagem é a mesma que a Microsoft repete há trimestres: a oferta de componentes e a capacidade de produção ainda não acompanham a procura. O programa de consoles recondicionados, mencionado por Sharma, seria uma das saídas para aliviar o gargalo sem depender apenas de novas unidades fabricadas.

A reestruturação e o prazo para virar o jogo

Sharma assumiu o comando do Xbox em fevereiro de 2026, substituindo Phil Spencer, que se aposentou. Desde então, sua gestão tem sido marcada por mudanças profundas. O plano de turnaround inclui o corte de até 3.200 cargos até o fim do ano fiscal, quase 1.900 já foram eliminados em fechamentos e desinvestimentos de estúdios.

A reestruturação ganhou um capítulo recente com a saída de Helen Chiang, que deixou o cargo de Chief Operating Officer (COO) do Xbox após apenas três meses. As funções dela foram redistribuídas entre outros líderes enquanto a empresa define os próximos passos.

O desafio de Sharma é claro: a meta estabelecida pelo CEO da Microsoft, Satya Nadella, é devolver o Xbox ao crescimento de jogadores e receita até o fim do ano fiscal de 2027, junho do ano que vem. Para isso, a executiva precisa equilibrar os cortes com o avanço nos recordes de first-party, o crescimento no PC e a solução do gargalo de hardware.

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O próximo trimestre deve dar pistas mais claras sobre se a receita de conteúdo e serviços vai sustentar o crescimento esperado (a projeção é de alta entre médio e alto dígitos simples) enquanto o hardware ainda patina. Por ora, a Microsoft tem indicadores positivos, mas a recuperação completa ainda depende de execução.

Valores em reais convertidos pela cotação de fechamento do Banco Central de 28/10/2026 (US$ 1 = R$ 5,34). Conversão direta, sem impostos nem taxas de importação.

Fonte: Wccftech

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