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Samsung paga US$ 892 milhões para comprar fatia que era da própria subsidiária em fabricante de telas

Por Redação TecStudio
3 min
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Foto: Dinkun Chen / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

A Samsung Electronics desembolsou US$ 892 milhões (cerca de R$ 4,8 bilhões) para comprar uma participação que estava, até então, nas mãos da sua própria subsidiária de telas. O movimento mexe com a estrutura de negócios da gigante sul-coreana e, de quebra, rendeu um lucro de 50% para a Samsung Display.

892

milhões de dólares pagos pela Samsung Electronics

Fonte: Seoul Economic Daily

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A fatia de 10,16% é da CSOT, fabricante chinesa de painéis controlada pela TCL. Ela estava com a Samsung Display desde 2020, quando a subsidiária vendeu sua fábrica de LCD em Suzhou, na China, para a CSOT e recebeu a participação como parte do pagamento. Agora, a Samsung Electronics recomprrou essa fatia por um valor 50% maior do que o registrado na época, e o dinheiro ficou com a própria Samsung Display.

A história é contada pelo Seoul Economic Daily, que apurou os bastidores da transação entre os braços do mesmo grupo.

Um negócio que já nasceu lucrativo

Em 2020, a participação na CSOT entrou no negócio como parte do pagamento pela fábrica de LCD de Suzhou. Seis anos depois, a Samsung Electronics pagou US$ 892 milhões (cerca de R$ 4,8 bilhões) para ficar com essa mesma fatia, um valor 50% maior, o que fez a subsidiária de telas sair do negócio com um belo lucro.

A diferença é que agora o dono é outro: a Samsung Electronics, não a Samsung Display. E isso tem um motivo estratégico claro.

Por que a Samsung Electronics pagou mais que a própria subsidiária

O motivo público, segundo a empresa, é fortalecer a parceria com a CSOT. A Samsung Display não fabrica mais painéis LCD, migrou totalmente para OLED e telas dobráveis. Já a Samsung Electronics continua usando LCD em TVs, eletrodomésticos e dispositivos móveis. Ter uma participação na CSOT dá mais peso na negociação com a fabricante chinesa e garante acesso prioritário a painéis.

Mas há razões menos óbvias por trás da jogada financeira. A transação também funciona como uma forma de “limpar” o balanço da Samsung Display, tirando do seu portfólio um ativo herdado de uma fase que a subsidiária já superou. Ao mesmo tempo, permite que a Samsung Electronics injete capital na divisão de telas sem um aporte direto que renderia zero em troca, aqui, o dinheiro vira um ativo (a participação na CSOT) que pode ser vendido ou usado como moeda de troca no futuro.

Há ainda um terceiro motivo: manter a fatia em mãos amigas. Se a Samsung Display vendesse a participação para um terceiro, o concorrente poderia usar os 10,16% da CSOT para influenciar decisões da fabricante chinesa. Com a Samsung Electronics como acionista, o risco some.

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A transação mostra como a Samsung mexe as peças do seu tabuleiro interno para ganhar em várias frentes ao mesmo tempo: a Samsung Display embolsa o lucro, a Samsung Electronics ganha influência sobre uma fornecedora de LCD e a participação fica dentro de casa. Para quem acompanha a guerra das telas, entre LCD, OLED e as novas tecnologias que pipocam, o movimento reforça que, mesmo virando a página do LCD, a Samsung não quer abrir mão do controle sobre quem fabrica os painéis que ainda movimentam bilhões no mercado de TVs.

Valores em reais convertidos pela cotação de fechamento do Banco Central de 30/10/2026 (US$ 1 = R$ 5,42). Conversão direta, sem impostos nem taxas de importação.

Fonte: Android Headlines

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