Spacex negocia compra da Boost Mobile para virar operadora de celular, diz jornal

A SpaceX quer virar operadora de celular de verdade. E, para isso, está de olho na Boost Mobile, uma das marcas de telefonia mais conhecidas dos Estados Unidos pelo custo baixo. Segundo o Washington Post, a empresa de Elon Musk negocia a compra da operadora ou, pelo menos, o acesso à infraestrutura de rede dela para turbinar o Starlink Mobile.
Perguntas frequentes
Por que a SpaceX quer a Boost Mobile?
Para ganhar acesso imediato a uma rede de telefonia terrestre e a milhões de clientes, acelerando o plano de se tornar uma operadora móvel completa com o Starlink.
O que impede o negócio de sair hoje?
A rede da Boost Mobile é alugada da T-Mobile e da AT&T. A SpaceX precisaria da autorização das duas para operar o serviço.
O que a SpaceX já tem de infraestrutura móvel?
A empresa comprou licenças de espectro da EchoStar no ano passado, um pacote de espectro low-band e negocia acesso a 80 mil células nos Estados Unidos.
A informação, publicada neste domingo (1º de novembro), é de que Musk discutiu o possível acordo com Charlie Ergen, chairman da EchoStar, empresa controladora da Boost Mobile. A conversa teria acontecido em outubro. Nem SpaceX nem Boost Mobile comentaram o assunto até o momento.
O que a SpaceX quer com a Boost Mobile
A ideia, segundo o relato, é casar duas pontas. De um lado, a constelação de satélites do Starlink, que já consegue se conectar diretamente a celulares comuns. Do outro, uma rede terrestre de verdade, coisa que a SpaceX não tem hoje.
A Boost Mobile não opera torres próprias. A rede dela é alugada da T-Mobile e da AT&T. Isso significa que, para o plano sair do papel, a SpaceX precisaria da autorização das duas gigantes. Mas, se conseguir, ganharia acesso instantâneo a uma base de clientes e a uma estrutura de telefonia já em pé.
Comprar a Boost Mobile daria à SpaceX o atalho mais curto para deixar de ser uma provedora de internet via satélite e se tornar uma operadora móvel completa.
O movimento da SpaceX no setor móvel não começou agora
A investida na Boost Mobile não sai do nada. A SpaceX vem montando as peças do quebra-cabeça há meses. No ano passado, a empresa comprou licenças de espectro sem fio da própria EchoStar. Mais recentemente, adquiriu um pacote de licenças de espectro de baixa frequência (low-band), que permite ao sinal do Starlink Mobile atravessar paredes e chegar dentro de prédios, um calo histórico das telecomunicações via satélite.
No mês passado, a Bloomberg informou que a SpaceX está em conversas para obter acesso a pelo menos 80 mil células (sites de celular) nos Estados Unidos. O serviço móvel da Starlink, que combina satélite com rede terrestre, já está em fase de testes em algumas regiões do país.
O que está em jogo
Se o negócio com a Boost Mobile for fechado, a SpaceX ganha o que falta: uma operadora com milhões de clientes, uma marca estabelecida e, principalmente, o licenciamento e os acordos de roaming que uma rede móvel exige. Para a EchoStar, seria a saída de um ativo que já não é mais o centro dos negócios da empresa.
Ainda não há valor do negócio nem prazo para um anúncio. E, enquanto nenhuma das partes confirmar, o plano segue no campo do “está em conversas”. Mas o movimento mostra que a SpaceX não quer ser só mais uma no mercado de internet via satélite, quer disputar cliente com T-Mobile, AT&T e outras no bolso do usuário.
📲 Essa história pode mudar o jogo da telefonia móvel nos próximos meses. Para não perder nenhum capítulo, entra no Canal do TS no WhatsApp.
Fonte: The Verge
Escrito por






