Embraer E190-E2: J-Air encomenda até 26 jatos para renovar frota regional da JAL a partir de 2029
A J-Air fechou pedido de até 26 Embraer E190-E2. A encomenda faz parte da renovação da frota da JAL e acirra disputa com a ANA. Veja os detalhes.

A Embraer acaba de garantir mais um freguês de peso na Ásia. A J-Air, braço regional da Japan Airlines (JAL), fechou um pedido de até 26 jatos Embraer E190-E2, sendo 16 encomendas firmes e 10 opções. As entregas estão previstas para começar em 2029 e vão substituir a atual frota de E170 e E190 da companhia.
Resumo
- J-Air encomendou até 26 jatos Embraer E190-E2, com 16 firmes e 10 opções.
- As entregas começam em 2029 para renovar a frota regional da Japan Airlines.
- O E190-E2 reduz consumo de combustível e emissões com asas e motores modernos.
- A JAL planeja renovar toda a malha aérea doméstica até 2035 com investimento bilionário.
A encomenda não é apenas mais uma venda para a Embraer. Ela faz parte de um plano ambicioso da JAL de renovar toda a malha aérea doméstica até 2035, com investimento de mais de 2 trilhões de ienes (cerca de R$ 64,3 bilhões). E, de quebra, coloca a J-Air na briga direta com a concorrente All Nippon Airways (ANA), que também já encomendou 23 E190-E2.
A encomenda da J-Air e o novo fôlego da Embraer no Japão
A J-Air opera hoje 18 Embraer 170 (76 assentos) e 14 Embraer 190 (95 assentos) — todos da primeira geração dos E-Jets. A troca pelos E190-E2 representa um salto em eficiência: a nova versão traz asas redesenhadas e motores mais modernos, reduzindo o consumo de combustível e as emissões de CO2. Para os passageiros, o ganho vem na forma de cabine mais silenciosa, o que também diminui o impacto sonoro nas comunidades próximas aos aeroportos.

R$ 64,3 bilhões
Investimento da JAL na renovação da frota até 2035
A presidente do grupo JAL, Mitsuko Tottori, destacou que o avião oferece “desempenho ambiental superior e eficiência econômica”. Para a Embraer, o negócio reforça a presença no mercado japonês, onde já fornece peças e manutenção para a frota atual da JAL por meio do Pool Program.
Por que o E190-E2 é a escolha da vez
A decisão da J-Air não saiu do nada. A empresa opera Embraer desde 2008 e conhece bem a plataforma. O E190-E2 mantém alta comunalidade com a geração anterior, o que reduz custos de treinamento e manutenção. Para uma companhia que se orgulha de querer ser “a número 1 do mundo entre as regionais”, a confiabilidade e a economia do modelo pesaram.
Além disso, a Embraer tem mostrado que o E2 é competitivo frente a concorrentes como o Airbus A220. No Japão, tanto JAL quanto ANA escolheram o E190-E2 para suas operações regionais. É um sinal claro de que o modelo caiu no gosto das asiáticas.

O plano da JAL para renovar a frota
A encomenda dos E190-E2 é só uma peça de um quebra-cabeça maior. A JAL está trocando seus Boeing 737-800 por 737-8, além de adicionar Boeing 787-9, Airbus A321neo e A350. Tudo isso dentro da Visão de Gestão 2035, que trata a malha doméstica como “infraestrutura social essencial”.
A renovação não é só estética. Com aeronaves mais eficientes, a companhia pretende reduzir custos operacionais e atingir metas de sustentabilidade. E a Embraer, com seus jatos regionais, tem um papel central nessa estratégia.
E no Brasil?
Para quem acompanha a indústria nacional, a notícia é motivo de orgulho. A Embraer segue conquistando clientes no mercado asiático, um dos mais competitivos do mundo. No Brasil, a LATAM já recebeu o primeiro E195-E2 e planeja expandir a malha para 70 aeroportos até 2027. Ou seja: a família E2 está ganhando tração tanto nos céus brasileiros quanto nos japoneses.
É verdade que o E190-E2 não é vendido no varejo como um celular — os valores de cada jato ficam na casa das dezenas de milhões de dólares. Mas, para quem tem ações da Embraer ou trabalha no setor, cada encomenda dessas é um termômetro da saúde da empresa.
O que esperar daqui para frente
Com as entregas começando em 2029, ainda há tempo para a J-Air definir as opções. Se todas forem convertidas, serão 26 jatos. A ANA também receberá suas primeiras unidades em 2028. A briga pelo céu regional japonês promete ser acirrada — e a Embraer sai ganhando com os dois lados.
Do ponto de vista do consumidor brasileiro, a consolidação do E190-E2 no exterior fortalece a imagem da engenharia nacional e pode abrir portas para novos contratos de manutenção e serviços. Vale ficar de olho nas próximas movimentações da Embraer no país.
Valores em reais convertidos pela cotação de fechamento do Banco Central de 16/10/2026 (¥ 100 = R$ 3,22). Conversão direta, sem impostos nem taxas de importação.
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Fonte: Aerospace Global News
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