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Galaxy Watch pode ajudar a prever risco de doença renal crônica, aponta estudo clínico

Por Redação TecStudio
4 min
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Samsung Galaxy Watch 6 Classic
Foto: Vis M / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

O Galaxy Watch já sabe medir o coração, a pressão e até detectar apneia do sono. Agora a Samsung quer saber se ele também consegue dar um alerta sobre os rins. Um estudo clínico na Coreia do Sul está testando se os dados coletados pelo smartwatch, combinados com inteligência artificial e exames médicos, ajudam a prever o risco de doença renal crônica (CKD, na sigla em inglês).

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A má notícia é que o relógio não vai medir a função renal diretamente nada disso sai de um sensor novo. A ideia é outra: cruzar o que o wearable já capta batimento cardíaco, nível de atividade, qualidade do sono com informações de exames de sangue e genética, e deixar a IA fazer a conta do risco.

App usa IA para cruzar dados do relógio com exames

O estudo é liderado pelo professor Lee In-seok, no Hospital Seoul St. Mary’s da The Catholic University of Korea. A equipe desenvolveu um aplicativo que funciona em duas etapas. Primeiro, ele calcula o risco absoluto de uma pessoa desenvolver doença renal crônica com base em exames de saúde de rotina e em testes genéticos. Depois, entra o Galaxy Watch: o app puxa os dados de atividade física, sono e frequência cardíaca coletados pelo relógio para refinar a análise.

Toda essa conta roda na plataforma PHAIR (AI Patient Health Platform). Quem participa do estudo também recebe orientações personalizadas de estilo de vida, num esquema de coaching que o próprio aplicativo sugere com base nos dados.

A aposta dos pesquisadores é que o acompanhamento contínuo do wearable capture mudanças no dia a dia que os modelos tradicionais, baseados em exames pontuais, simplesmente não veem. “A maioria dos modelos existentes prevê o risco a partir de dados clínicos de um momento específico. Acompanhar fatores de risco de forma contínua e dar retorno personalizado exige muito tempo da equipe médica”, explica a descrição do projeto. O app e o wearable, na prática, fariam esse trabalho de monitoramento constante.

Como funciona o estudo clínico

A validação clínica começou em outubro de 2026 com 50 participantes. Eles vão usar o aplicativo e o smartwatch por três meses. Depois desse período, os médicos medem a função renal de cada um com exames de sangue que calculam a taxa de filtração glomerular (eGFR) e com imageamento do tórax. O estudo completo dura seis meses e quer avaliar o uso, a satisfação e a utilidade real do serviço.

Perguntas frequentes

O Galaxy Watch vai medir a função renal?

Não. O relógio não tem sensor para isso. Ele fornece dados de atividade, sono e batimentos cardíacos para um app com IA que cruza essas informações com exames médicos e genéticos.

O recurso já está disponível no Brasil?

Não. O estudo clínico começou em outubro de 2026 com 50 participantes na Coreia do Sul e ainda não virou uma funcionalidade do Galaxy Watch.

O que é doença renal crônica?

É a perda progressiva e irreversível da função dos rins. O estudo quer usar dados do wearable como um alarme precoce para identificar risco antes do agravamento.

O projeto faz parte de uma iniciativa de saúde digital bancada pelo Korea’s Ministry of Science and ICT e pelo IITP. Além da Samsung Electronics, participam o Kangbuk Samsung Hospital, a NAVER Cloud, a Macrogen e a Digital Pharm.

Não é a primeira vez que o Galaxy Watch mira os rins

Saúde renal não é território completamente novo para o relógio da Samsung. Pelo programa Privileged Health SDK, a empresa fez uma parceria com a Kencor Health, que usa os dados biométricos do Galaxy Watch para monitorar e prever hipercalemia (potássio elevado no sangue) em pacientes com doença renal crônica. A diferença é que aquela solução ficou restrita ao ecossistema médico, sem chegar ao usuário comum.

O que o novo estudo testa é justamente o oposto: uma ferramenta que qualquer pessoa com um Galaxy Watch no pulso poderia usar no dia a dia como um alarme precoce. Ainda não se sabe se a validação clínica vai virar uma funcionalidade de fábrica no relógio. Mas se os resultados forem positivos, o caminho está aberto para a Samsung empurrar mais ferramentas preventivas para dentro dos seus wearables.

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O estudo ainda está em fase inicial, com 50 pessoas e previsão de seis meses. O resultado que pode transformar o Galaxy Watch em uma ferramenta de alerta renal ainda não saiu, mas o simples fato de a Samsung estar bancando a pesquisa mostra que a empresa enxerga nos wearables um papel que vai muito além de contar passos.

Fonte: SammyGuru

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