Astranis fecha contrato com SpaceX para lançar 6 satélites em missão dedicada em 2028
Astranis fecha contrato com SpaceX para lançar 6 satélites MicroGEO em missão dedicada no Falcon 9 em 2028, com injeção direta em órbita geoestacionária.

A construtora de satélites Astranis acaba de garantir um Falcon 9 inteirinho para chamar de seu. A empresa anunciou nesta segunda-feira (26) que atualizou o contrato de lançamento com a SpaceX para uma missão dedicada, com direito a levar os seis satélites do lote Block 4 em um único voo. A previsão é que o foguete suba em 2028.
Resumo
- A Astranis atualizou o contrato com a SpaceX para uma missão dedicada no Falcon 9.
- O foguete levará seis satélites MicroGEO do Block 4, com injeção direta em órbita geoestacionária.
- O lançamento está previsto para 2028 e usará um estágio superior Helios, da Impulse Space.
- Com os novos satélites, a frota total da Astranis chegará a 16 unidades.
- A empresa tem um backlog de mais de US$ 1 bilhão (cerca de R$ 5,5 bilhões) em contratos comerciais.

Antes, a Astranis tinha um acordo mais enxuto com a SpaceX, assinado no fim de 2024, que dividia espaço no foguete com outras cargas. Agora, a empresa vai ocupar a capacidade total de um Falcon 9 para colocar em órbita toda a sua nova geração de satélites de uma só vez.
Seis satélites, uma única missão
Os seis satélites do Block 4 são da linha MicroGEO, projetados para operar em órbita geoestacionária (GEO). A diferença desta vez é que eles não vão “pedalar” até a órbita final: o Falcon 9 vai usar um estágio superior Helios, desenvolvido pela Impulse Space, para fazer a injeção direta em GEO.
6
satélites no Block 4
Fonte: Astranis
Na prática, isso elimina a necessidade de os próprios satélites gastarem combustível para subir de órbita, o que aumenta a vida útil deles e acelera a entrada em operação. É uma técnica que vinha sendo testada e agora entra no currículo de uma missão comercial de verdade.
Frota de 16 satélites e US$ 1 bilhão em contratos
Com o Block 4, a Astranis vai saltar de 10 satélites (entregues nos Blocks 1, 2 e 3) para 16 em operação. A empresa já tem clientes iniciais assinados para o novo lote, mas ainda não revelou quem são.
O CEO e cofundador da Astranis, John Gedmark, afirmou em comunicado que a demanda está aquecida. “Estamos apenas começando a escalar a produção para atender à procura que vemos em missões comerciais e de segurança nacional”, disse ele. “Este lançamento significa que podemos acelerar a infraestrutura crítica que estamos construindo para clientes em GEO e outras órbitas mais altas.”
A empresa tem um backlog de mais de US$ 1 bilhão (cerca de R$ 5,5 bilhões) em contratos comerciais e já levanta US$ 1,2 bilhão (cerca de R$ 6,6 bilhões) de investidores como Andreessen Horowitz, BlackRock e Fidelity. São 500 engenheiros trabalhando na sede na Califórnia.
O mercado de satélites dedicados
O movimento da Astranis reflete uma tendência que vem ganhando força: governos e grandes empresas querem infraestrutura espacial própria, com controle total sobre a comunicação e os dados, em vez de alugar capacidade compartilhada em satélites genéricos. E órbitas mais altas, como a GEO, são as favoritas para isso por que o satélite fica sempre na mesma região do globo.
Além dos satélites de comunicação, a Astranis apresentou recentemente o Perceptor, uma plataforma que expande a atuação da empresa para a chamada “consciência situacional espacial” e manobrabilidade em órbita algo que interessa tanto a clientes comerciais quanto a agências de defesa.
Valores em reais convertidos pela cotação de fechamento do Banco Central de 26/10/2026 (US$ 1 = R$ 5,50). Conversão direta, sem impostos nem taxas de importação.
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Fonte: SpaceNews
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